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Nanocelulose vegetal pode tratar queimaduras

Uma das vantagens é que o preço do tratamento será menor do que os curativos disponíveis no mercado

AGROLINK

28 de Junho de 2018 às 13:34

Nanocelulose vegetal pode tratar queimaduras

FOTO: (Divulgação)

Um estudo produzido pelo pesquisador Washington Luiz Esteves Magalhães, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela mestranda em Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Francine Ceccon Claro, mostrou que é possível utilizar a nanocelulose vegetal no tratamento de queimaduras. O produto tem um grande volume na indústria do papel e da celulose e agora pode integrar também a medicina. 

 

Os cientistas utilizaram a nanocelulose para potencializar as propriedades da celulose afim de criar uma película que fosse capaz de tratar a pele queimada. De acordo com Francine, a membrada resultante do processo não tem porosidade e pode ser usada nas aplicações como se fosse uma barreira. “A característica de translucidez favorece o acompanhamento da cicatrização sem a necessidade de retirada do curativo para avaliação da ferida”, explica. 

 

Segundo o pesquisador da Embrapa, a maior vantagem nesse tipo de tratamento é o preço, sendo que o custo de produção da membrana pode ser até mil vezes menor do que um curativo que existe hoje no mercado, contando com uma capacidade de cicatrização muito maior. Além disso, o experimento não desenvolveu qualquer tipo de rejeição quando entrou em contato com a pele. 

 

“O objetivo do trabalho foi desenvolver membranas de nanofibrilas de celulose vegetal com adição de agente cicatrizante e bactericida como calêndula e nanopartículas de prata. A membrana de celulose vegetal é de fácil aplicação e manuseio e apresenta durabilidade e boa aderência à pele lesionada”, diz Magalhães. 

 

A tecnologia ainda terá que passar por testes clínicos para comprovar sua verdadeira eficácia e segurança. A expectativa é de que ela esteja disponível no mercado dentro dos próximos quatro anos. 

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