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Israel para e lembra os 6 milhões de vítimas do Holocausto

"Quando chega este dia e as sirenes soam fico todo arrepiado", disse à agência de notícias EFE Yaakov Hazon, segundos depois de a sirene desligar e a rua recuperar sua agitação normal.

AGENCIABRASIL

12 de Abril de 2018 às 08:55

Israel para e lembra os 6 milhões de vítimas do Holocausto

FOTO: (Divulgação)

Os israelenses paralisaram suas atividades hoje (12)  durante dois minutos, enquanto as alarmes antiaéreos em todo o país foram acionados para lembrar e honrar os seis milhões de judeus mortos pelo nazismo no Dia de Lembrança do Holocausto.

 

"Quando chega este dia e as sirenes soam fico todo arrepiado", disse à agência de notícias EFE Yaakov Hazon, segundos depois de a sirene desligar e a rua recuperar sua agitação normal.

 

"E nesses minutos penso naquele genocídio em massa e em toda essa gente que não chegou a conhecer Israel", lamentou Hazon.

 

Às dez da manhã, Israel parou: os ônibus e carros pararam em ruas e estradas, alguns motoristas permaneceram dentro dos veículos e outros saíram em atitude coletiva. Alguns transeuntes se emocionaram, outros rezaram e muitos filmaram com seus telefones.

 

Décadas depois da libertação dos campos de extermínio nazista na Segunda Guerra Mundial, o Dia de Lembrança do Holocausto é marcado com solenidades em Israel; na tarde anterior, lojas, restaurantes e comércio em geral fecham e durante 24 horas a televisão e a rádio transmitem programas relacionados com a Shoah (Holocausto em hebraico).

 

A data é lembrada no mesmo dia em que aconteceu a revolta do gueto de Varsóvia, a rebelião judia malsucedida contra os nazistas da Polônia ocupada de 1943 para impedir a transferência do que restava da população para o campo de extermínio de Treblinka.

 

Aquela revolta teve um papel importante na subsequente identidade judaica e israelense, que desenvolveu o princípio de que nunca mais os judeus ficariam indefesos frente à aniquilação.

 

Ao longo do dia de hoje haverá cerimônias por todo o país, em escolas, instituições públicas e bases militares.

 

A maioria dos colégios inclui em seus atos a presença de alguns dos 200 mil sobreviventes que ainda restam em Israel e que lhes relatam a sua história.

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