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Jornalista denuncia ameaças na CCDH da Assembleia Legislativa

O jornalista Roberto Carlos Dias, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS), vem sofrendo ameaças em decorrência de opiniões divulgadas em sua conta pessoal no Facebook.

FENAJ

19 de Abril de 2018 às 16:15

Jornalista denuncia ameaças na CCDH da Assembleia Legislativa

FOTO: (Fenaj)

A Comissão de Cidadania e Direito Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa vai acompanhar as ameaças que o jornalista Roberto Carlos Dias, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS), vem sofrendo em Caxias do Sul, onde reside e trabalha, em decorrência de opiniões divulgadas em sua conta pessoal no Facebook. Nesta quarta-feira (18) pela manhã, ele fez as denúncias durante a reunião ordinária do órgão legislativo, presidido pelo deputado Jeferson Fernandes (PT).



Acompanhado pelo presidente do SINDJORS, Milton Simas Junior, e por outros integrantes da diretoria da entidade, Dias relatou as ameaças e intimidações de que é alvo desde que publicou comentário na rede social com críticas ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ). A postagem alertava que “não adianta lamentar a morte de uma criança estuprada e defender o Bolsonaro, réu em dois processos por apologia ao estupro.”



Segundo o profissional, o comentário gerou uma onda de agressões e intimidações no Facebook e em grupos de whatsapp, cujo teor ficou cada vez mais violento. “Vamos arrebentar este lixo. Vamos atirar com bala de sal para que o ferimento nunca cure. Vamos pegá-lo na rua” foram algumas das ameaças relatadas aos deputados.



Ele contou ainda que foi intimidado por um taxista num restaurante em Caxias do Sul. Elas só teriam cessado porque o proprietário do restaurante pediu que o agressor se retirasse. “Vivo um exílio doméstico. Vou da casa para o trabalho e do trabalho para casa. Não posso mais circular livremente, pois não sei até que ponto essas pessoas podem ir. Os comentários fortes que fazem mostram que não têm limites. As ameaças à minha integridade moral e física e moral acabaram com a minha vida social. Já fui aconselhado a me mudar de cidade”, desabafou Roberto.



No dia 7 de maio, o deputado Pedro Ruas (PSOL) irá a Caxias do Sul para conversar com o titular da Delegacia de Polícia onde o boletim de ocorrência foi registrado. Os deputados deverão procurar também o Ministério Público Estadual para que o órgão acompanhe as investigações. “Não estamos diante de um grupo de bate-papo nas redes sociais, mas de uma rede que se organiza para ameaçar, intimidar e violar direitos. É preciso tornar estas pessoas visíveis, pois a experiência mostra que são valentes nas redes. Na frente do juiz a conversa muda”, afirmou a deputada Manuela d’Ávila (PCdo B), que defendeu o encaminhamento do caso para a Delegacia Especializada em Crimes Virtuais. A parlamentar destacou que grupos de whatsapp que ameaçam de agressão e de atentado à vida “são quadrilhas, organizações criminosas que devem ser combatidas pela polícia”.



Participaram da reunião, além de Fernandes, Manuela e Ruas, os deputados Miriam Marroni (PT), Missionário Volnei (PR), Bombeiro Bianchini (PR), Luís Augusto Lara (PTB) e Valdeci Oliveira (PT).

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