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PRESO: Índio é baleado após confronto com policiais e barco de pesca

Contrariando recomendação do Ministério Público Federal

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17 de Novembro de 2018 às 20:35

PRESO: Índio é baleado após confronto com policiais e barco de pesca

FOTO: (Divulgação)

Um índio da etnia baré foi baleado e preso ao impedir que uma empresa de pesca esportiva atuasse dentro de uma terra indígena. O caso aconteceu nessa sexta-feira (16) em Santa Isabel do Rio Negro, a cerca de 630 km a oeste de Manaus.

 

Contrariando recomendação do Ministério Público Federal, um barco da Amazon Sport Fishing, que pertence ao empresário paulista Flávio Talmelli, entrou com pescadores no rio Uneiuxi, dentro da Terra Indígena Jurubaxi-Téa, habitada por dez etnias.

 

Na versão relatada pela Foirn ( Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) ao Ministério Público Federal, índios abordaram o barco e questionaram a sua presença no local. Para encerrar a discussão, policiais que acompanhavam a embarcação dispararam contra os índios, da etnia baré. Um deles, Arlindo Nogueira foi atingido no braço e preso.

 

Segundo o gerente operacional da Amazon Sport Fishing, Daniel Napoli, porém, os índios cortaram a corda e levaram um dos barcos de pesca atados ao barco-hotel. A empresa acionou a polícia, que foi até a aldeia. Lá, a equipe de policiais civis e PMs teria sido atacada com pedras. Na confusão, Nogueira foi baleado.

 

A pedido do MPF, a Justiça Federal determinou aos governos estadual e federal o deslocamento de policiais para assegurar a ordem e acompanhar as investigações. Além disso, proibiu a empresa Amazon Sport de entrar na terra indígena.

 

À reportagem, Napoli disse que a empresa tem autorização da Prefeitura de Santa Isabel para pescar na área e lembrou que o processo de demarcação de terra ainda está inconcluso. Ele acusou ONGs de manipularem os índios e de se beneficiar de acordos de pesca com outras empresas privadas de pesca esportiva.

 

Jurubaxi-Téa, de cerca de 1,2 milhão de hectares, foi declarada terra indígena no ano passado, via portaria assinada pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Para a conclusão do processo, iniciado em 2007, há mais dois passos, a homologação e a regularização. Com informações da Folhapress.

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