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TENSÃO REAL: Consulado aconselha brasileiros ficarem próximo a fronteira

A reportagem recebeu mais depoimentos de estudantes que confirmam o clima de medo. A jornalista Brasileira que vive há oito anos na Bolívia, Ratybe Melo em entrevista exclusiva para o Rondoniaovivo, confirma o temor vivido com o Vice-Cônsul do Brasil no País, Hélio Oliveira Cantuária. Ouçam:

SANTIAGO ROA/RATYBE MELO;EL.DEBER

23 de Novembro de 2018 às 17:35

Por Santiago Roa - Jornalista

 

Após a divulgação da reportagem sobre o trágico assassinato de um brasileiro, que foi linchado e enforcado em praça pública na cidade de San Julian, situada entre Trinidad e Santa Cruz de La Sierra, o fato tomou proporções no Brasil e na América Latina. As informações que a vítima seria vendedor de calçados. são falsas. Ele acompanhou um amigo que foi realizar uma cobrança. No local foram acusados de roubo e porte de arma. Um dos brasileiros fugiu com uma caminhonete e VInnicius ficou detido pelos moradores em seus últimos momentos de vida. 

 

 

A cidade de San Julian tem cerca de 28 mil habitantes e tem pequeno efetivo policial e nem fiscalização. O fiscal (delegado) Mirael Salguero que está a frente do caso, disse que se tentasse algo o efetivo sofreria as consequências da fúria dos moradores da localidade, logo ficaram impedidos de ahir. Com isso Santa Cruz de La Sierra destinou quatro guarnições para Julian, mas não chegaram a tempo. O resgate do corpo de Vinnicius Maciel foi uma guarnição da cidade vizinha Cuatro Cañadas. Essa região é predominantemente ocupada por “Collas”, povo de origem indígena, tendo como cidade referencial Cochabamba, enquanto Santa Cruz de La

Sierra é a capital dos “Cambas”, perfil colnizado por hipanicos.

 

Leia mais: TENSÃO NA FRONTEIRA: Estudantes na Bolívia vivem medo e terror após morte cruel de brasileiro

Um dia depois

Fontes informam que os Collas são acostumados a matar as pessoas, alegando fazerem “Justiça Comunitária”. Um dia após a morte de Vinnicius, membros da mesma etnia, mas no departamento de Potossi, tiraram dois jovens acusados de roubo, um de 19 e outro menor de idade com 16, da sala de interrogatório durante uma audiência, sob o olhar da polícia, poder judiciario e fiscais, onde foram levados a praça pública e executados.

Leia mais: Tres linchamientos en dos días estremecen a Bolivia | EL DEBER -

 

Entrevista

Em entrevista exclusiva, postada acima com o Vice-Cônsul do Brasil no Departamento de Beni, de forma Extra Oficial, já que o crime aconteu no Departamento de Santa Cruz, logo cabe ao consulado do departamento se manifestar sobre o ocorrido.

 

Segundo Hélio Oliveira Cantuária, Vice-Cônsul de Beni, as ações de prevenção e diálogo por meio do Governo Federal via Itamaraty existe e o que se aconselha aos brasileiros que residem nestes departamentos (Equivale a uma Unidade da Federação no Brasil, Estado), devem ficar próximos às regiões de fronteira perante os diversos casos de violência registrados.

Leia mais: Dois brasileiros são queimados vivos na Bolívia

 

Estudantes

Outra preocupação latente por parte dos brasileiros rompe as retaliações perante o apresentar dos fatos vividos no país vizinho, para quem estuda em grandes centros como Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba, onde predominam as universidades particulares. Uma estudante de Rondônia que pediu para não ter sua identidade revelada, conta em áudio como é a vida dos estudantes diante as mazelas vividas pelos ataques dos bolivianos. Ouçam.

 

 

No Depatamento de Pando a situação não se difere. Jocimar Ribeiro, estudante de medicina na Universidade Federal da Bolívia em Puno conta o que vive e apela para poder terminar seus estudos no Brasil. Confira o Vídeo:

 

 

O alerta do consulado vai além de pessoas que desempenham diversas atividades profissionais na Bolívia, mas no caso dos Departamentos de Santa Cruz, Beni e Pando os estudantes que residem nestas áreas por ter universidades estatais (federais), devem redobrar a atenção.

 

O Rondoniaovivo aguarda respostas do Itamaraty, Embaixada Boliviana no Brasil e Governo da Bolívia, que também recebe negativas sobre o descaso com o brasileiro morto, onde a família kama por ajuda para arrecadar cerca de 15 mil reais, para sepultar o corpo no Amapá, estado de origem da vítima.

 

 

 

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