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PRESIDENTE: Bolsonaro também foi alvo de hackers, segundo Ministério da Justiça

De acordo com o ministério, a situação já foi comunicada ao presidente Bolsonaro. Não há mais informações sobre o destino dos aparelhos

METRÓPOLES

25 de Julho de 2019 às 08:47

PRESIDENTE: Bolsonaro também foi alvo de hackers, segundo Ministério da Justiça

FOTO: (Divulgação)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) foi alvo de hackers, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por questões de segurança nacional, a pasta foi informada pela Polícia Federal.

 

De acordo com o ministério, a situação já foi comunicada ao presidente Bolsonaro. Não há mais informações sobre o destino dos aparelhos hackeados.

 

Confira a nota na íntegra:

 

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao presidente da República.”

 

Segundo a Polícia Federal (PF), os hackers invadirem celulares de ministros, deputados, procuradores, delegados e outras autoridades públicas. Ao menos 1 mil celulares foram clonados.

 

Para invadir os celulares, os suspeitos utilizaram uma falha comum a todas as operadoras de telefonia. Com ligações do próprio número que recebia o telefonema, invadiam a caixa postal e roubavam arquivos com a ajuda de um programa da empresa BRVoz, segundo as investigações.

 

Spricigo destacou que, durante o anúncio da clonagem do celular do ministro da Economia, Paulo Guedes, policiais estavam em diligência e encontraram uma conta em nome Guedes. “Isso está sendo investigado para se ter a confirmação, mas levantou suspeita”, detalhou.raus de relação

 

Um lado pericial será enviado ainda esta semana para a investigação, como forma de balizar os próximos passos da apuração.

 

Na casa de um dos suspeitos, a polícia apreendeu um computador com vários atalhos para a conexão de aplicativos. “O conteúdo capturado era baixado para os computadores dos investigados. Isso ainda está sendo periciado”, disse João Vianey.

 

Buscas por suspeitos


Pelos dados do cadastro da empresa que vendeu o programa usado na fraude, os investigadores da Polícia Federal chegaram às identidades dos quatro suspeitos, após diligências. Eles utilizaram os endereços disponibilizados para identificá-los.

 

Gustavo Henrique Elias Santos utilizou o nome da mãe, Marta Maria Elias, para se cadastrar na empresa que vende o programa usado na invasão dos celulares. Descobriu-se também que Suelen Priscila de Oliveira é namorada de Gustavo.

 

Gustavo e Suelen terão as contas bancárias investigadas por movimentações suspeitas que ultrapassam R$ 600 mil. A renda mensal de cada um é inferior a R$ 3 mil.

 

O MPF pediu prisão temporária, busca e apreensão, quebra de sigilos de e-mail e bancário e bloqueio de bens dos suspeitos. Outras duas pessoas foram presas.

 

A operação


Nessa terça-feira (23/07/2019), foram presos o DJ Gustavo Henrique Elias Santos, Walter Delgatti Neto, Suelen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques. Todos são do estado de São Paulo, sendo dois do interior e dois da capital. Quarenta policias participaram da ação.

 

Essas invasões teriam dado origem à publicação de conversas demonstrando possível interferência do ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato.

 

O ministro informou que teve o seu celular invadido no dia 4 de junho por um hacker que teria acessado o aplicativo Telegram do aparelho e trocado várias mensagens com os contatos do ex-juiz da Lava Jato. Moro disse que pediu o cancelamento da linha e a troca de telefone.

 

Crimes “repulsivos” e confissão

 

De acordo com o juiz Vallisney de Oliveira, de Brasília, que autorizou a operação,realizada na terça-feira (23/07/2019), há “fortes indícios” de que os suspeitos formaram uma organização criminosa para violar o sigilo de autoridades. Por classificar o crime como “repulsivo”, Vallisney decretou a prisão temporária dos quatro.

 

Nesta quarta-feira (24/07/2019), Walter Delgatti Neto, conhecido como Vermelho, confessou ser o responsável pela invasão dos celulares de Moro, Deltan, procuradores e demais autoridades.

 

Conforme a investigação, o grupo usou uma brecha do aplicativo Telegram. O advogado de um dos presos alegou que seu cliente viu, no celular de um amigo também detido, mensagens que seriam de Moro.

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