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Gelo marinho transporta grande quantidade de plástico pelo Ártico

A pesquisa constatou que a composição destes polímeros varia de um bloco de gelo para outro

AGENCIA EFE

25 de Abril de 2018 às 09:46

Gelo marinho transporta grande quantidade de plástico pelo Ártico

FOTO: (Divulgação)

Um estudo inédito publicado nesta terça-feira (24) pela revista científica "Nature" revela que o gelo marinho retém e transporta grande quantidade de microplásticos por todo o Oceano Ártico, com concentrações de até 12 mil partículas por litro.

 

O trabalho, desenvolvido pelo Instituto Alfred Wegener de Pesquisa Polar e Marinha (AWI) da Alemanha, demonstra que o gelo pode atuar como um recipiente temporário de agentes contaminantes, como o plástico. Além disso, o estudo adverte que o degelo provocado pelas mudanças climáticas libertará no mar quantidades significativas de microplásticos apanhados previamente na água.

 

Os especialistas do AWI, liderados por Ilka Peeken, apontaram para a composição de partículas de plástico com menos de cinco milímetros contidas em núcleos de gelo, assim como as trajetórias marinhas dos blocos. Também aplicaram um modelo de desenvolvimento de gelo para identificar as regiões onde os microplásticos ficaram retidos durante o processo de congelamento da água.

 

Toxicidade preocupante

 

"Nos demos conta que mais da metade das partículas de microplásticos apanhadas no gelo tinham uma grossura de menos de um 20 avos de milímetro, o que significa que podem ser facilmente ingeridas por microorganismos árticos", explicou Peeken em comunicado.

 

A situação, afirma, é "preocupante", pois "ninguém conhece com segurança" o grau de toxicidade que destes plásticos diminutos para "a vida marinha e, em último caso, para os seres humanos".

 

A pesquisa constatou que a composição destes polímeros varia de um bloco de gelo para outro e também é diferente dependendo da região de origem.

 

Os autores sustentam que a distribuição dos microplásticos no Ártico Central é mais complexa do que acreditavam e preveem que as partículas liberadas pelo degelo podem ser depositadas no futuro tanto na superfície como nas águas profundas desse oceano.

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