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GOOGLE: Empresas conseguem ler suas mensagens do Gmail; saiba mais

Segundo o Wall Street Journal, o Google não tem movido esforços para impedir que empresas leiam mensagens recebidas pelos usuários do seu provedor de e-mail

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3 de Julho de 2018 às 09:25

GOOGLE: Empresas conseguem ler suas mensagens do Gmail; saiba mais

FOTO: (Divulgação)

Depois dos escândalos relacionados à privacidades dos usuários do Facebook, agora é a vez das políticas do Google serem questionadas. Conforme apurado pelo Wall Street Journal, a empresa não tem movido esforços para impedir que empresas leiam mensagens recebidas pelos usuários do Gmail.

 

O Google anunciou no ano passado que não analisaria mais os conteúdos dos e-mails para direcionar anúncios, mas empresas ainda conseguem ler as conversas dos usuários. Algumas delas relataram que possuem funcionários especialmente dedicados à função.

 

O Google costuma justificar que a análise é feita por máquina, de modo que olhos humanos não tenham acesso. No entanto, relatos de empresas ao jornal norte-americano afirmam que pessoas estão lendo mensagens do modo tradicional, sem pedir autorização explicitamente.

 

O escaneamento das informações ocorre por meio da utilização de aplicativos que se conectam ao Gmail, assim como aconteceu com os dados de usuários do Facebook explorados pela Cambridge Analytica.

 

Ainda de acordo com a publicação, as informações podem ser coletadas de várias formas:

 

- Informações do destinatário: nomes e endereços de e-mail são trocados por códigos numéricos e ligados a informações demográficas como idade e localização;

 

- Informações do remetente: os remetentes recebem pontuações de reputação com base na probabilidade de que seus e-mails sejam abertos;

 

- Assunto: vários assuntos de e-mail são testados para analisar quais recebem mais cliques;

 

- Tempo: analisar quando os e-mails são abertos ajudam a descobrir qual é a melhor hora de disparar um e-mail;

 

- Texto: softwares analisam sentenças do e-mail para compreensão de conteúdo;

 

- Assinaturas: informações de contato como número telefônico e endereço podem ser usados para criar um banco de dados;

 

- Recibos: informações de recibos enviados por e-mail podem ser usadas para descobrir tendências de preços para um determinado produto e o que está vendendo mais.

 

O Google optou por não se manifestar sobre o caso.

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