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MOMENTO LÍTERO CULTURAL

POR SELMO VASCONCELLOS

19 de Março de 2019 às 15:43

MOMENTO LÍTERO CULTURAL

FOTO: (Selmo Vasconcellos)

 

 

AÇO  COERCIVO – Porto Velho, RO

 

Jornalista. Escritor, Poeta, Divulgador e Ativista Cultural.

 

Poesias

 

Jardim da Culpa

 

Nunca vou encontrar a lupa
que revelou a culpa
de fechar os olhos

Nunca vou revelar a culpa
que encontrou a lupa
e abriu os olhos

Os olhos nas lentes
revelam toda a culpa
de não encontrar

A lupa é uma culpa
que encontra os olhos
escondidos nas lentes

Nunca vou encontrar
a culpa de andar perdido
dentro dos olhos

Encontrar o nunca
é como abrir os olhos
dentro da culpa

***

SÚPLICA

 

As flores
estão
cansadas

Há sorrisos
de plásticos
espalhados

Em todos
os cantos
os cantos

E a chuva
ainda não
chegou

Escuto
no pulso
o coração

E sobre
os ombros
um peso

As flores
murchas
caem

Há muito
pensamento
de metal

Já faz
algum tempo
voltou a chuva

E uma
borboleta
grita

Quando
virão
as lagartas?

***

POESIA DE RUA

 

Esqueço a estrada
quando natural me parece
a falta de minha rua

A mim, tudo se estende,
na parte que desconheço
e naturalmente se abre

Para o esquecimento da rua
que se abre repetidamente
feito uma estrada fechada

Fica a ilusão perdida
de um sentimento de ócio
desfazendo-se no silêncio

Pareço que desmereço
o próprio desaparecimento
de um vazio que se parece

Com a natureza vencida
desses caminhos trilhados
tão naturais como as ruas

E como seriam as esquinas
se repetidamente fechadas
fossem esquecidas?

Como seriam, se não fossem,
esquecidamente os anos
nos ombros tão desiguais

De homens que não esquecem
dos trechos de ruas isoladas
como se fossem suas vidas

Como se passassem anos
esperando a claridade
de um amor resignado

A mim, tudo se abre,
feito o próprio esquecimento
da repetição de estradas

Esqueço que as esquinas
quando natural me parecem
são apenas trechos de ruas

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Selmo Vasconcellos

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