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HOMENAGEM – Braguinha e Brown - duas perdas irreparáveis na música mundial

Se na véspera de Natal o Brasil perdeu um dos seus maiores compositores de todos os tempos, Braguinha, no dia da natividade o “papa do funk”, também conhecido como o “padrinho do soul”, James Brown, cantor e músico responsável pela maior revolução da músi

DA REDAÇÃO

26 de Dezembro de 2007 às 12:14

HOMENAGEM – Braguinha e Brown - duas perdas irreparáveis na música mundial

FOTO: (Divulgação)

*Por: Marcos Souza *Se na véspera de Natal o Brasil perdeu um dos maiores compositores de todos os tempos, um dos "reis" das “marchinhas” de carnaval, Carlos Alberto Ferreira Braga, que ficou conhecido como Braguinha, ou também Carlinhos, ou ainda João de Barro, no dia da natividade o “papa do funk”, também conhecido como o “padrinho do soul”, James Brown, cantor e músico responsável pela maior revolução da música negra em todos os tempos, faleceu subitamente. *São duas perdas consideráveis para a música mundial, cada um dentro de suas culturas, traziam aquela representatividade emblemática, com a alegria e carga de energia necessária para estabelecer parâmetros significativos no cenário musical de seu país correspondente. *Se Braguinha era genial em compor marchinhas, incutidas na memória popular, passadas através de uma geração à outra, fazendo a alegria de muitos carnavais por todo o país, James Brown reescreveu a música pop dos últimos 40 anos, criando canções célebres, era pioneiro na mescla de ritmos como: soul, gospel, funk e rythm’blues, em uma salada muitas vezes imitada, mas jamais igualada ou superada – talvez só o cantor e multiinstrumentista Prince tenha ousado chegar tão próximo. *Nascido em um dos estados norte-americanos com maior segregação racial, a Carolina do Sul, James Joseph Brown Jr., sempre foi um outsider – marginal – na sua juventude, incluindo uma passagem pelo reformatório, onde passou três anos por furto de carros. Mas a música, a influência do blues e do gospel – do profano e do sagrado – lhe motivaram a criar, compor. *De excelente ouvido, se tornou músico profissional, e formou uma big band e criou o “funk”, onde lançou canções absolutamente reverenciadas (e que influenciaram inúmeros artistas pelo mundo) como: “Papa’s Got a Brand New Bag”, “I Got You (I Feel Good), “Get Up (I Feel Like Being a Sex Machine)” e “I’m Black and I’m Proud”. Esta última música acabou se tornando um hino contra a segregação racial e motivou os negros norte-americanos a lutar por seus direitos civis durante a década 60. *O disco Live at the Apollo, de 1963, é considerado pelos críticos norte-americanos como o melhor álbum ao vivo da história da música pop. Nas décadas seguintes, Brown alternou bons momentos com outros ruins, onde sua vida pessoal foi exposta algumas vezes na mídia, o que inclui a sua prisão em 1988, por porte de arma e entorpecente. *Por nossas paragens tupiniquins, Braguinha era um dos pioneiros na Música Popular Brasileira, pois foi ao lado de Almirante e Noel Rosa, um dos componentes do Bando de Tangarás, onde ele adotou o pseudônimo de João de Barro, e que na década de 20, ajudou a formar a sua aptidão a compor samba e marchinha. Mas foi em 1933, já em carreira solo, que após abandonar a arquitetura e se dedicando a compor, que estourou na graça popular com as marchas Moreninha da Praia e Trem Blindado, pouco antes do fim do Bando de Tangarás. *A lembrança mais tênue que eu tenho de Braguinha faz referência às gravações do selo Disquinho, uma coleção com mais de 70 histórias infantis, e que marcou gerações – para quem não lembra os discos eram feitos em vinil azul – . Braguinha adaptou, criou e musicou todos os discos, de “Bela Adormecida” à “Rapunzel”, de “João e Maria” à “João e o Pé de Feijão”. *Em outro momento importante, as adaptações de dublagem dos filmes de Walt Disney, eram feitas por ele, basta lembrar da trilha sonora espetacular do filme “Branca de Neve e os sete anões”. O trabalho de Braguinha, que nas adaptações assinava como João de Barro, apresentou uma excelência tão grande, que impressionou até próprio Disney – que lhe ofereceu um relógio de ouro com dedicatória. *Contabilizando suas músicas, o que inclui versões e músicas infantis, passa dos 420 títulos. Seu parceiro mais constante foi o médico homeopata Alberto Ribeiro (1902-1971). *Músicas como "Yes! Nós Temos Bananas", "Touradas em Madri", "Pastorinhas", "Pirata da Perna de Pau", "Chiquita Bacana", "Balancê" são standarts da MPB e marcaram época nos carnavais. Notória também a parceria com outro gênio, Pixinguinha, com a música “Carinhoso”. *Braguinha foi consagrado no carnaval em 1984, ano da inauguração do Sambódromo, no Rio de Janeiro, desfilando pela Estação Primeira de Mangueira, quando a escola foi campeã com o samba enredo Yes, nós temos Braguinha. *James Brown morreu aos 73 anos, devido a uma forte pneumonia, e Braguinha, morreu aos 99 anos, com falência múltipla dos órgãos. *Confira abaixo dois vídeos em homenagens aos dois geniais músicos e cantores. *O primeiro vídeo, que tem Braguinha como protagonista, foi tirado de um especial da TV italiana, onde mostra o cantor junto com a cantora Miúcha, em um pout-pourri com os seus maiores clássicos. *Já o segundo vídeo mostra todo o talento de dançarino e cantor de James Brown, que influenciou de Michael Jackson a Prince (esse ainda mais notoriamente se tornou o mais fidedigno herdeiro do mestre), e todos os grupos de funk e rap surgidos na seqüência. Sabe-se hoje que as músicas de James Brown foram as mais sampleadas de todos os tempos: *- *
BRAGUINHA
*- *
JAMES BROWN

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