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BAINHA: Confira a coluna "Lenha na Fogueira", por Zékatraca

Ao longo dos seus 80 anos, Bainha se dedicou ao samba, seja compondo ou criando entidades carnavalescas.

ZÉKATRACA

18 de Agosto de 2018 às 10:52

BAINHA: Confira a coluna "Lenha na Fogueira", por Zékatraca

FOTO: (Zékatraca)

Hoje a festa é do Bainha! Pela primeira vez na história do samba de Porto Velho, um sambista recebe homenagem da prefeitura.

 

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A Funcultural através do Projeto “Tributo ao Menestrel” homenageia na noite deste sábado 18, o compositor Waldemir Pinheiro da Silva – Bainha realizando uma festa no Calçadão Manelão, que vai reunir sambistas locais e a cantora carioca Luciana Diniz para festejar os 80 anos de idade de Bainha.

 

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Considerado o Zé Pereira do carnaval de Porto Velho, Bainha é reverenciado por todos os sambistas locais. Bainha é o Mestre dos Mestres do samba em Rondônia.

 

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Ao longo dos seus 80 anos, Bainha se dedicou ao samba, seja compondo ou criando entidades carnavalescas.

 

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Em 1958 cria com outros parceiros, a escola de samba Prova de Fogo que em 1960 se transforma em Universidade dos Diplomatas do Samba, considerada a mais antiga escola de samba na região do estado do Amazonas e Rondônia.

 

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Em 1974 a convite do parceiro Sílvio Santos vai para a escola de samba Os Pobres do Caiari e assume como Mestre da Bateria e compositor. No mesmo ano, vence o primeiro festival de música de Porto Velho com o samba Odoiá Bahia em parceria com Sílvio.

 

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Em 1975 cria com outros sambistas a escola de samba Mocidade Independente do KM-1. No início da década de 1980, ajuda a criar a escola de samba Unidos da Castanheira e a escola de samba Unidos da Nova Porto Velho mais a escola de samba Unidos do Guaporé no município de Ji Paraná.

 

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Ainda na década de 1950, ajudou a criar o famoso Conjunto Bossa Nova que se apresentava na Varanda Tropical do Porto Velho Hotel e a época, acompanhou todos os artistas nacionais que aqui vinham se apresentar.

 

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Como compositor, Bainha fez samba e foi campeão pelas escolas de samba Os Diplomatas, Os Pobres do Caiari, Armário Grande e Asfaltão entre outras.

 

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No naipe marchinhas carnavalescas, o destaque é o Hino do Galo da Meia Noite (Alô seu Cabo Omar…), várias marchinhas para a Banda do Vai Quem Quer, bloco Até Que a Noite Vire Dia, Calixto & Cia e Rio Kaiari entre outros.

 

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Ajudou a criar o bloco Mistura Fina que desfila apenas no dia 31 de dezembro pelas ruas de Porto Velho.

 

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Bainha foi campeão com o Samba de Enredo “Rondônia e Suas Riquezas”, do primeiro carnaval de Rondônia Estado.

 

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A Funcultural em parceria com o cantor e compositor Beto Cezar trouxe do Rio de Janeiro, a cantora Juliana Diniz para a festa em homenagem ao Bainha.

 

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Hoje a noite no Mercado Cultural, além dos sambistas de Porto Velho, estará no palco homenageando o Mestre Bainha a Juliana Diniz neta do grande Monarco da Portela.

 

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A festa está marcada para começar impreterivelmente as 19 horas e é claro, a entrada é franca. Algumas escolas de samba estão se mobilizando para participar do evento levando seus pavilhões.

 

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Olha só a galera que vai cantar na festa do Bainha:

 

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Bárbara/Vinícius - Tempo Bom (Em); Pastoras - Portela na Avenida ; Sílvio Santos - Odoiá Bahia (F); Toninho Tavernard - Quem vem lá (Em); Walber - Bamba Inconteste (D); Misteira/Mávilo - Axé Bainha; Makumbinha - Mocambo; Bado - Serelepe do Samba ©; Cabeça - Meu querido, meu velho, meu amigo (D); Acadêmicos da Zona Leste/Grupo Camafeu - Mestre Sala do Samba; Thobá - O dia se renova, você me abandonou (G); Ernesto Melo -Marcha Rancho ao Bainha; Dada do Areal - Muleque Atrevido; Marcello Luna - Máscaras, Arte, Poder, Paixão e Fantasia; Jair Monteiro - Brilhou lá no Céu; Torrado - Contos de Areia – F; Pedro Wilson - Alô Seu Cabo Omar; Hudson Mamedes - Porta Aberta; Zeca Pagodinho Cover - Retalhos de Cetim; Oscar/Ze Baixinho- Diplomatas 25 Anos.

 

 

Festa pelos oitenta anos

de Bainha o rei do samba

 

A comunidade do samba em Porto Velho, festeja na noite deste sábado 18, com o apoio da prefeitura de Porto Velho via Funcultural, o aniversário de oitenta (80) anos de idade, do Menestrel do Samba de Rondônia Waldemir Pinheiro da Silva – BAINHA. Nascido no Forte Príncipe da Beira, ainda criança veio morar em Porto Velho onde sua família fixou residência na avenida Sete de Setembro. Muito jovem, Bainha passou a frequentar as rodas de boemia da Vila Confusão o que lhe rendeu a especialização como músico percussionista. Foi um dos formadores do Conjunto Bossa Nova que se apresentava todos os domingos na “Varanda Tropical” do Porto Velho Hotel. Embarcou na nau dos sambistas e criou a Escola de Samba “Prova de Fogo” que se transformou em “Os Diplomatas”. Atuou como Mestre de Bateria e compositor na escola de samba “Os Pobres do Caiari” além de criar com outros sambistas, a escola de samba “Mocidade Independente do KM-1”.

 

Compositor de samba de enredo, Bainha viu sua obra ser cantada pelos integrantes das escolas de samba Pobres do Caiari, Diplomatas, KM-1 e por uma escola de Ji Paraná. Bainha tem um acervo musical autoral, de fazer inveja a qualquer compositor das escolas de samba do Rio de Janeiro. Por falar nisso, ele é portelense não apenas por amor, mas, por devoção, tanta é sua paixão pela escola carioca.

 

Vencedor de vários carnavais com seus sambas enredos, além de ser exímio compositor de marchinhas carnavalescas, tendo como carro chefe o “Hino do Galo da Meia Noite”: Alô seu Cabo Omar… Banda do Vai Quem Quer, Calixto & Cia e bloco Até Que a Noite Vire Dia. Apesar de ser especialista em compor samba enredo, com o advento do Projeto Samba Autoral, Bainha passou a compor também sambas de Partido Alto.

 

Considerado por todos os sambistas de Porto Velho como Mestre dos Mestres, Bainha é merecedor da homenagem que a prefeitura lhes presta através da Funcultural.

 

A festa em homenagem ao Bainha está marcada para começar as 19h00 no Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural, neste sábado dia 18, com a participação especial da cantora Juliana Diniz que veio do Rio de Janeiro prestigiar a festa de 80 anos do nosso Zé Pereira Bainha.

 

 

Selecionados nos Editais da Sejucel

estão recebendo recursos

 

 

Desde 2016, ano de início do Programa Rincão Cultural, o governo do estado por meio da superintendência estadual da juventude, cultura, esporte (Sejucel) lançou nove editais em seis diferentes linguagens, onde música se divide em duas modalidades: Produção e circulação (três publicações), dança produção (1 publicação), teatro produção (01 publicação), cinema produção (01 publicação), fotografia circulação (01 publicação) e literatura publicação (01 publicação).

 

O programa tem cerca de 2 anos e tem como principal diretriz o fomento e incentivo à criação de uma cadeia produtiva voltada à cultura onde se estimule e se disponibilize a produção cultural, promovendo também a profissionalização dos agentes e produtores de cultura do estado.

 

Nesses dois anos a Sejucel enfrentou muitas dificuldades por não ter uma unidade gestora própria na execução dos pagamentos dos Prêmios. Atualmente foi criado o FEDEC - Fundo Estadual de Desenvolvimento à Cultura que é uma unidade contábil própria que irá reservar os recursos provenientes do depósito do próprio tesouro estadual especificamente para os custos e investimentos dos editais.

 

Atualmente foram pagos o Salão das Artes SART, hoje parte das atribuições da Funcer, mas resgatado pela Sejucel no âmbito do programa. Os contemplados do prêmio Jango já estão sendo pagos. Metade já recebeu seus recursos e a outra parte está sendo encaminhada para pagamento por conta solicitação de documentação pendente.

 

“Nossa proposta através dos editais é ir de encontro as demandas de vários segmentos da cultura do estado, democratizando o recurso público. Aqueles que já tem trabalho ou projetos envolvidos, são apresentados e passam por uma curadoria que escolhe os que deverão ser premiados. Foi um grande avanço do governo que comtempla e ajuda a propagar a nossa cultura”, disse o superintendente Rodnei Paes.

 

No dia 14 de agosto foi votado o Projeto de lei que garante recursos ao FEDEC recém-criado que será utilizado neste ano nos próximos pagamentos dos prêmios de Literatura Rondoniense 2017, Rondônia Autoral 2017 e Danna Merril 2017.

 

Os Prêmios Zezinho Maranhão e De Palma terão análises no mês de setembro com previsão de pagamento ainda este ano.

 

 

 

 

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