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TRISTEZA: Lamento pelo Museu Nacional se soma ao drama do museu da E.E.F.M.

Imagens mostram o que restou do Museu Nacional após incêndio.

DA REDAÇÃO/BRASIL AO MINUTO

3 de Setembro de 2018 às 15:36

TRISTEZA: Lamento pelo Museu Nacional se soma ao drama do museu da E.E.F.M.

FOTO: (Reuters)

 

O Palacete no parque Quinta da Boa Vista, situado na Zona Norte do Riode Janeiro, próximo a Tijuca, Maracanã, Praça de São Cristóvão, virou manchete no mundo todo pela tragédia que se abateu. Fundado por dom João 6º em 1818, a casa recebida como doação à família real, foi sendo modificada com a estrutura arquitetônica imponente que a pompa exigia para abrigas em três andares a família real. Em uma noite, mais de 20 milhôes de itens foram consumidos pelas chamas.

 

Em Rondônia muitas pessoas que visitaram, conheciam e até conviveram antes de ter as “Terras de Rondon” como um novo lar lamenta em redes sociais e questionam o motivo disso tudo. Além disso, reacendem uma vela sobre onde está? Que fim levou? O que será? Do museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (E.E.F.M.). Ao longo dos anos, desde o final dos anos 90, uma época que ainda se via uma consideravel quantidade de itens, elas foram desaparecendo, sumindo aos poucos e hoje resta pouca coisa para contar o começo de Porto Velho, por meio de sua ferrovia.

 

O Rondoniaovivo conversou com o Museólogo Antônio Ocampo, Presidente da Fundação Cultural de Porto Velho que lamenta o ocorrido, pois se graduou na Universidade Estácio de Sá (RJ), onde estagiou no Museu Nacional e conhecia bem o local. “É irreparavel essa tragédia e um local de tamanha importância com o descaso de até os hidrantes não funcionarem, é uma coisa a lamentar e muito”, disse Ocampo. “Vai ficar um vazio imenso, pois itens de mais de dois mil anos foram consumidos e ainda estamos em choque sobre o ocorrido”.

 

Perguntado como museólogo o sentimento do fato e a situação dos museus desaparecidos de Rondônia, que nos últimos dez anos se desintegra a cada dia que passa. Ocampo supreende e diz, “Eu praticamente abandonei a profissão de museólogo, pois a falta de apoio, recursos, políticas definidas para tal, so gera desgosto e tristesa e por isso me destaivei desta função”, completou. Em dois anos a frente da pasta da cultura, foi questionada situação do museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. “Deixei a direção em 1990 do Museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré funcionando, nisso tudo o Museu Geologico, Museu Estadual de Rondônia (Maro) desapareceram”, comentou.

 

 

Questionado sobre seus dois anos a frente da Fundação Cultural, sobre o que o poder executivo fez pela revitalização do Museu da

E.E.F.M., ele informou que o projeto está concluído e depende do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), dar a aprovação do projeto executivo que apresenta valores, obras, adequações, dependencias das condicionantes e tudo que for necessário. “Esperamos que não demore este processo, para que possamos fazer reviver o nosso museu”, disse, sem prever quando poderá iniciar os trabalhos.

 

Museu Nacional

Um incêndio de grandes proporções atingiu na noite de domingo (2) o Museu Nacional, localizado no parque Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Os bombeiros controlaram as chamas por volta das 2h da madrugada de hoje (segunda-feira). O acervo do museu possui mais de 20 milhões de itens, com coleções focadas em paleontologia, antropologia e etnologia biológica. Entre as principais peças estavam o Crânio de Luzia, a mulher mais antiga das Américas, com cerca de 10 mil anos, e o Meteorito do Bendegó, o maior já encontrado no país, com mais de cinco toneladas.

Fotos divulgadas nesta segunda mostram o que restou do palacete, fundado por dom João 6º em 1818. Confira as imagens:

TRISTEZA: Lamento pelo Museu Nacional se soma ao drama do museu da E.E.F.M.
TRISTEZA: Lamento pelo Museu Nacional se soma ao drama do museu da E.E.F.M.
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