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PALHAÇO: Espetáculo Animo Festas nesta sexta, no Sesc Esplanada

Um animador de festas, que leva a alegria às pessoas, mas vive na amargura

ASSESSORIA - SESC

21 de Setembro de 2018 às 08:33

PALHAÇO: Espetáculo Animo Festas nesta sexta, no Sesc Esplanada

FOTO: (Divulgação)

Um animador de festas, que leva a alegria às pessoas, mas vive na amargura. Assim é o personagem Klaus, que revela o avesso da máscara do palhaço e a sombra do arquétipo do homem maduro, no espetáculo-show "Animo Festas", que será apresentado nesta sexta-feira,21, na área de vivência do Sesc, às 20 horas. Indicação 18 anos.


O texto, a atuação e a direção são de Marcio Douglas, criador da La Cascata Cia. Cômica. Este é o segundo espetáculo solo de sua carreira. "É uma peça que retém uma energia muito grande, exige muito física e emocionalmente, por conta da carga pesada. E o solo é sempre desafiante, porque só se tem o público para dividir", comenta Márcio.

 

Nessa espécie de freak-show, Douglas trabalha uma narrativa solitária, que tem as festas infantis como pano de fundo para discutir questões como felicidade, valor do trabalho artístico e as decisões que tomamos para viver.

 

"O tema faz um contraponto à alegria. A festa é o lugar da alegria, e o animador, o palhaço, é o símbolo dessa alegria, mas nem sempre há felicidade nesse trabalho", explica Douglas.

 

No centro do picadeiro está uma pessoa à margem da sociedade, em seu embate pessoal entre a fidelidade à arte que se propõe e a necessidade financeira de se ajustar ao mercado. "O Klaus odeia crianças e aniversários, mas a vida fez a escolha pra ele", detalha o intérprete.

Maturidade

 

O espetáculo traz à tona também a reflexão sobre a crise do homem de meia-idade o autor criou o personagem quando estava com 40 anos e os questionamentos que ele vivencia. "Parei para avaliar minha vida e quis falar desse lugar. Escolhi ser artista e ainda hoje vivo feliz com o que eu faço, mas e se eu tivesse sido infeliz, estivesse querendo apenas sobreviver? Que vida eu teria agora?", questiona-se.

 

Essas reflexões, segundo ele, provocam uma identificação com o público, pois muitas pessoas se enxergam no personagem. "Queria uma figura que representasse as pessoas ou uma ideia, independente da profissão. Muitos [espectadores] deixam mensagens no Instagram dizendo que se reconhecem no Klaus", diz Douglas.

 

A trilha sonora do espetáculo traz rock, canções infantis dos anos 1980 e música francesa, todas dando pistas das condições psicológicas de Klaus - seus momentos de euforia e depressão. "É uma peça over e agressiva, com Klaus falando o tempo todo. Há as crises de depressão e, a todo momento, uma pergunta está em sua cabeça: se o palhaço é feliz", conclui o artista.

 

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