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GRANDE DIA: Confira a coluna "Lenha na Fogueira", por Zékatraca

"Hoje, por ser o grande dia da minha vida, não posso deixar de agradecer a homenagem feita pela prefeitura de Porto Velho através da Funcultural"

ZÉKATRACA

8 de Dezembro de 2018 às 11:36

GRANDE DIA: Confira a coluna "Lenha na Fogueira", por Zékatraca

FOTO: (Divulgação)

Que me desculpem os amigos leitores, mas, hoje, por ser o grande dia da minha vida, não posso deixar de agradecer a homenagem que a prefeitura de Porto Velho através da Funcultural, vai me proporcionar a parir das 19h30 de hoje, no Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural, dentro do Projeto “Tributo ao Menestrel”

 

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A vida nos reserva muitas surpresas, exemplo: No começo deste ano, exatamente no mês de janeiro, passei mal, quando estava gozando férias no Rio de Janeiro e tive que retornar as pressas pra Porto Velho, onde foi diagnosticado problemas no Coração.

 

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Graças a boas amizades, consegui ser submetido o mais rápido possível a um cateterismo, no qual ficou patente, que deveria ser fazer cirurgia de Ponte de Safena. Em consequência, fui privado de pela primeira vez, não poder fazer o percurso da Banda do Vai Quem Quer. Ainda passei o carnaval aqui e até desfilei pela minha escola de samba Acadêmicos do São João Batista.

 

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Mais uma vez fui iluminado por Deus, pois dona Ana Gurgacz se preocupou com o meu estado de saúde e colocou a minha disposição, o Hospital São Lucas e sua equipe e lá fui eu para Cascavel no Paraná onde recebi no peito, Três Pontes de Safena, numa operação coroada de êxito. Obrigado família Gurgacz.

 

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De volta a Porto Velho já no mês de Maio, voltei ao batente, apesar dos protestos dos familiares e amigos mais chegado. Minha análise era que, se eu ficasse em casa o dia todo, com certeza entraria em depressão, então retornei ao trabalho tanto no governo onde sou funcionário lotado na superintendência de Turismo – SETUR como aqui neste Diário da Amazônia escrevendo esta coluna.

 

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Mais uma vez, sob os protestos dos familiares, resolvi participar da apresentação do meu boi bumbá Corre Campo no Arraial Flor do Maracujá defendendo o quesito Amo do Boi.

 

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Devo esclarecer, que nem tudo são flores quando se passa por uma cirurgia de safena, ainda mais que sou diabético. Passei por alguns momentos delicados e graças a dedicação da minha esposa Ana Santos foram e são superados, pois de vez em quando, aparece alguma coisa.

 

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Aí chega o mês de agosto e a Funcultural cria o Projeto Tributo ao Menestrel e festeja os 80 anos do meu amigo e parceiro Bainha.

 

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Na festa do Bainha, Ocampo me comunicou que o próximo seria eu. Acontece que na festa de aniversário de Porto Velho dia 2 de outubro, resolveram homenagear o Zezinho dos Cobras. Acontece que a minha homenagem, já estava programada desde a festa do Bainha para acontecer no dia do meu aniversário 8 de dezembro. Por isso, o Zezinho dos Cobras teve sua festa em outubro.

 

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Apesar de o Ocampo ter me dito na festa do Bainha que eu seria o próximo sambista, o martelo só foi batido no mês de novembro passado, então selecionamos o repertório e a Funcultural contratou os músicos e começou o trabalho de arranjos e harmonia.

 

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Confesso que no dia que me convocaram para a reunião, na qual foi confirmada a homenagem, fui às lágrimas, emocionado. O reconhecimento em vida, é uma coisa muito importante para qualquer um. Por isso, aproveito esse espaço, para agradecer a equipe da Funcultural em especial os meus amigos Ocampo Fernandes, Altair Lopes – Tatá e o Eudes Claudino.

 

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Para completar, tive a inspiração necessária para criar mais uma obra musical o Samba Enredo para o carnaval de 2019, da escola de samba Acadêmicos do São João Batista que os entendidos no assunto, dizem que está muito bom.

 

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Hoje dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição completo 72 anos de idade. A festa será de responsabilidade da Funcultural através do Projeto Tributo ao Menestrel Sílvio Santos.

 

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Parabéns pra mim! 

 

 

Show em homenagem ao

Sílvio Zekatraca Santos

 

A prefeitura de Porto Velho via Funcultural, realiza na noite deste sábado a 3ª edição do Projeto “Tributo ao Menestrel”. Desta feita o homenageado será o jornalista, compositor e ativista cultural Silvio M. Santos o Zekatraca.

 

A equipe comandada pelo presidente Antônio Ocampo Fernandes preparou uma superprodução, que além das apresentações artísticas, conta com toda a estrutura de palco, tenda, iluminação artística e banheiros químicos entre outras. “Essa estrutura será montada no Calçadão Menelão, porém nos preparamos também para o caso de chover quando o show já estiver começado, então a festa passa a acontecer dentro do Mercado Cultural”, comunica Ocampo.

 

O show está previsto para começar as 19h30 com o desfile das Portas Bandeiras das escolas de samba com os respectivos pavilhões, encaminhando Sílvio ao palco, ladeado pelas bandeiras da escola de samba Os Pobres do Caiari e Acadêmicos do São João Batista, ambas agremiações, contaram com a participação do Menestrel homenageado em suas fundações. Durante esse desfile, os interpretes de samba enredo Claudiomar Roca (Bana Split) e Thiago Paiva cantam o samba de Ernesto Melo “Sílvio Santos, o Menino de São Carlos que se Tornou Zekatraca”.

 

 

De acordo com o diretor musical do show, Silvinho Santos o repertório será todo com composições do Menestrel homenageado. “Selecionamos músicas do Sílvio compostas em vários ritmos com Salsa, Bolero, Xote, Baião, Xaxado, Samba de Breque, Reggae, Samba Romântico, Toada de Boi Bumbá, Marchinhas e é claro Samba Enredo”, confirma Silvinho.

 

Alguns parceiros do compositor, subirão palco como será o caso do Bainha e do Torrado.

 

Os convidados especiais são Bado, As Pastoras do Asfaltão, Thiago Paiva e Branco Moraes e o Zezinho dos Cobras.

 

 

Escolas de Samba

 

A direção da Federação das Escolas de Samba de Rondônia – Fesec convidou as agremiações filiadas, para também, prestarem homenagem ao Sílvio Santos apresentando o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, Rainha da Bateria e cantando os sambas de enredo para o próximo carnaval. “Nesse naipe, a escola pode optar por apresentar apenas o samba de 2018, caso o hino de 2019 ainda não esteja harmonizado”, disse o presidente Reginaldo Makumbinha. A Fesec também foi a responsável pela seleção dos ritmistas que irão acompanhar os interpretes das escolas de samba. “É uma trupe de responsa”, informa Reginaldo.

 

Segundo programação da Funcultural, as escolas de samba apresentarão seus sambas a partir das 22 horas. “Acontece que o show do Sílvio está previsto para ser realizado em no máximo 2 (duas) horas, quer dizer, termina as 21h30, então entram as escolas de samba”, disse Makumbinha.

 

 

Banda Base

 

Silvinho Santos convidou para fazer parte da banda os músicos: Maestro Alkbal Sodré (teclados), Louro Rodrigues (cavaco), Catatau (bateria), Etmilson Macedo (baixo), Thiago Paiva (percussão), Branco Moraes (percussão), Júnior de Castro Alves (teclado – toada de boi) e Silvinho Santos (direção e violão). “Para a apresentação dos sambas enredos, cada escola leva o seu cavaquinista”, disse Silvinho.


 

 

Tributo ao Menestrel


 

O Projeto Tributo ao Menestrel é uma criação da Funcultural de Porto Velho que tem como objetivo, valorizar o trabalho dos artistas nascidos ou que residem em Porto Velho.



 

Sílvio Santos – Breve biografia


 

Sílvio Macedo do Santos nasceu no Distrito de São Carlos do Madeira (RO), na localidade Santa Terezinha, no dia 8 de dezembro de 1946, filho de Inez de Macedo dos Santos e José Caminha dos Santos.

 

Ainda adolescente, começou a compor músicas em especial as marchinhas de carnaval e logo se transformou no primeiro compositor de um samba enredo para uma escola de samba de Porto Velho, no caso a escola “Os Pobres do Caiari”, agremiação da qual fez parte da fundação em 1964.

 

Paralela a atividade musical, Sílvio Santos passa a se envolver com a comunicação, ao ser contratado em 1958, como office boy do Jornal Alto Madeira.

 

Em 1960, ingressa na Sociedade de Cultura Rádio Caiari como seu primeiro sonoplasta e daí pra frente, não mais parou de atuar nos meios de comunicação de Porto Velho.

 

Desde de junho de 1994 escreve para o jornal Diário da Amazônia a coluna Lenha na Fogueira.

 

Sílvio é um dos fundadores das escolas de samba Os Pobres do Caiari (1964), Mocidade Independente do KM-1 (1975), Banda do Vai Quem Quer (1981), Escola de Samba Unidos da Nova Porto Velho (1983), Acadêmicos do São João Batista (2002).

 

Além de compositor de samba enredo, é Amo do Boi Bumbá Corre Campo e tem mais de 100 toadas apresentadas ao longo dos anos no Arraial Flor do Maracujá.

 

Tem músicas gravadas pelo Zezinho Maranhão, Os Cobras do Forró, Alciréia Calmon, Jossé, Quinzinho e Jorginho da Mocidade (Rio de Janeiro), Quarteto dos Cobras, Vivaldo Garcia, Baba, Walfredo Tadeu (da Esquina), Torrado, Bainha, Claudiomar Roca (Banana Split) e Silvinho Santos entre outros.

 

Fez samba enredo para a escola de samba “Praça da Bandeira” de Roraima; Unidos de Rolim de Moura e Falcões do Planalto também de Rolim de Moura.

 

Participou como parceiro de Mazinho da Piedade e Murilo Colares do concurso de Samba Enredo no ano de 1990, da Escola Portela do Rio de Janeiro.

 

Em 2019, a escola de samba Acadêmicos do São João Batista vai cantar o samba de autoria de Sílvio Santos:

 

“Meu Caiari Minha Vida – De Sinhá Moça e a Abolição ao Ceara de Iracema. Por Marize Castiel, Chagas Neto, Bianor e Cabo Omar”.

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