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Grupo instrumental mostra o poder da música na melhora dos pacientes hospitalizados

O projeto do Grupo Instrumental Família Cristã iniciou em 2014 e é composto por 15 membros

EMÍLIA ARAÚJO

27 de Janeiro de 2020 às 13:05

Com 15 integrantes, entre eles crianças, adultos e idosos, o Grupo Instrumental Família Cristã leva musicoterapia aos pacientes dos hospitais públicos e privados, além de instituições públicas e privadas.

 

O projeto foi idealizado pelo enfermeiro e professor de música Edmilson Junior em 2014, junto com o seu pai, o também professor de música e Edmilson Bezerra, um dos fundadores da fanfarra em Rondônia. Além dos dois, a atividade contava ainda, no início, com o trabalho da mãe de Edmilson (Sandra/violino) e da sua esposa  (Juliane/flauta transversal)).

 

A atividade começou no Hospital de Base, com apoio da capelão Lucininha. Depois foi levado para a UTI Hospital Samar, onde o enfermeiro atuava como intensivista. De acordo com ele, a filha de uma paciente do Samar pediu autorização para levar um som para mãe ouvir música.

 

 

“Observei o quanto a paciente ficava animada ao ouvir as canções, promovendo uma melhora na monitorização e dinâmica dela. A partir daí comecei a estudar musicoterapia e me aprofundar sobre os benefícios que a música promove nos pacientes”, declarou.

 

“Executamos o projeto de musicoterapia passiva, no qual os pacientes escutam a música. Também tocamos as canções que eles pedem”, disse.

 

Em 2019, o grupo realizou 12 apresentações. A ação é desenvolvida em datas comemorativas – Dia da Mulher, Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal, Páscoa, entre outras.

 

 

O enfermeiro explicou que a musicoteria proporciona diversos benefícios à saúde das pessoas que estão internadas em hospitais – alivia o estresse, diminui a ansiedade e contribui para que a recuperação seja mais rápida.

 

O poder da música

 

A musicoteria surgiu, segundo ele, após a Segunda Guerra Mundial por iniciativa dos enfermeiros que notaram que os pacientes hospitalizados ficavam mais tranquilos ouvindo canções. “Atualmente tem estudos que comprovam os benefícios da música na redução do nível da dor crônica”, revelou.

 

 

Por que, então, não se adota esse trabalho nos hospitais públicos? Edmilson Júnior acredita que isso ocorra por falta de conhecimento mais profundo sobre o poder da musicoterapia.

 

De acordo com ele, não é necessário grandes investimentos para trabalhar com esse sistema – é preciso apenas a contratação de um profissional especializado para cada unidade hospitalar.

 

Para a pessoa atuar como musicoterapeuta necessita ter formação superior ou pós-graduação na área (qualquer um que tenha um curso superior pode fazer a pós).

 

Contato

 

 A instituição que estiver interessada em receber a visita do grupo deve entrar em contato por meio do número: 9.9305-0155. O grupo está aberto também a novos integrantes. FACEBOOK DO GRUPO 

 

 

 

 

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