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Campeonato Grego é suspenso após dirigente invadir gramado armado

Decisão é tomada pelas autoridades locais em conjunto com a Fifa e a Uefa diante de confusão que interrompeu clássico precocemente neste domingo

REUTERS

12 de Março de 2018 às 16:25

Campeonato Grego é suspenso após dirigente invadir gramado armado

FOTO: (Reuters)

O Campeonato Grego está suspenso por tempo indeterminado após o presidente do PAOK invadir o gramado armado durante o duelo contra o AEK Atenas, neste domingo, pela competição. Assim, o duelo que fecharia a rodada nesta segunda-feira, entre Giannina e Smirnis, terá que ser remarcado. A decisão foi tomada pelas autoridades locais em conjunto com a Fifa e a Uefa, conforme anunciou o ministro de Cultura e Esportes do país, Georgios Vassiliadis.

 

- Nós decidimos interromper o campeonato ... Não começará novamente até que haja uma estrutura clara, acordada por todos, para avançar com as regras do jogo - disse Georgios Vassiliadis, em entrevista publicada pela "Reuters".

 

 

O clássico entre PAOK e AEK, rivais diretos pelo título do Campeonato Grego, foi suspenso nos acréscimos, após a invasão do cartola no gramado para reclamar de um gol, anulado pelo árbitro nos acréscimos, e ordenar que a equipe deixasse o campo. A confusão, que contou com outros membros da diretoria e da comissão técnica em campo, foi marcada pelo fato de Ivan Savvidis, o presidente do time da casa, carregar uma arma na cintura - levando o árbitro a ir para os vestiários antes de dar o apito final e encerrar o jogo oficialmente.

 

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O tumulto teve início quando o juiz Georgios Kominis anulou um gol marcado pelo zagueiro Fernando Varela, aos 44 minutos do segundo tempo - depois de chegar a validar o lance, apontando para o meio de campo. Entretanto, o árbitro voltou atrás após longa conversa com os auxiliares, durante mais de seis minutos. O motivo foi a posição de impedimento do zagueiro Maurício, que pulou para deixar que a bola entrasse no gol - deixando para o juiz a interpretação se ele participou do lance ou não. Veja o gol clicando aqui.

 

 

Os atletas do PAOK cercaram Kominis, o questionado sobre a decisão. Enquanto isso, o presidente do clube anfitrião, Ivan Savvidis, apareceu à beira do campo e começou a gesticular. Cercado por árbitros, decidiu entrar no gramado, foi andando em direção ao árbitro e fazendo gestos para que os atletas do PAOK deixassem o campo. Os jogadores, porém, não ouviram as orientações - o capitão Vieirinha chegou a fazer "não" diante da ordem.

 

Diante de tal cena, quem rumou para os vestiários foram os atletas do AEK, seguidos depois pelo juiz, que não deu o apito final na partida. Os atletas do PAOK ficaram em campo aguardando uma definição. De acordo com o canal "Novasports", o árbitro decidiu não reiniciar o jogo por falta de segurança e, após duas horas, ficou configurada a suspensão da partida.

 

Segundo comunicado do PAOK, o jogo foi interrompido com placar em 1 a 0 a favor da equipe - a imprensa grega diz que os donos da casa acusam o AEK de abandonar o jogo, enquanto os visitantes acusam o adversário de iniciar o tumulto.

 

Porém, há expectativa de que o time seja punido pela organização do Campeonato Grego - que acabara de voltar atrás, no último sábado, quanto a uma punição ao clube por confusão no clássico contra o Olympiacos, no fim de fevereiro. O time havia perdido três pontos, que foram recuperados, e teria, a princípio, que jogar duas partidas com os portões fechados - inclusive este clássico contra o AEK

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