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Eu não disse?

POR OSMAR SILVA

6 de Abril de 2018 às 08:44

”O médico de Ariquemes não rasgará sua biografia partidária nem trairá o ideário que comungou com Jerônimo Santana, seu preceptor político”.

 

Eu disse no artigo “Confúcio, presidente da República? ”, publicado em 28/11/2017, no site gentedeopinião e noutros importantes portais de notícia, que o governador Confúcio Moura não deixaria seu velho PMDB hoje MDB. Veja o que escrevi por ocasião da vinda do presidente Michel Temer para inaugurar o Hospital do Amor da Amazônia:

 

”Já em Rondônia, o discurso do governador Confúcio Moura na inauguração do Hospital do Amor da Amazônia, defendendo as realizações do PMDB e de Michel Temer, enterra de vez a tese de áulicos que insistem em achar que ele deixará o partido de Ulysses Guimarães em busca de uma cadeira no Senado. Isso não ocorrerá nem que a vaca tussa”.

 

“Se fosse assim, porque Confúcio defenderia o seu velho MDB em evento de repercussão nacional? Não se iludam”.

 

Não errei. Apesar do governador confessar os inúmeros convites de filiação recebidos de vários partidos e de admitir que esteve balançado por um deles, acabou optando por ficar no seu velho partido de guerra. É nele que estão aninhados velhos companheiros de décadas. Pessoas com quem estabeleceu sólidas relações de amizade e virou amigo íntimo. Alguém já viu índio velho abandonar sua aldeia para constituir nova tribo?

 

Ademais, conversando, perscrutando, assuntando esses velhos companheiros de tantas lutas e tantas vitórias, se convenceu de que pode sim, se eleger senador e ajudar na eleição do seu companheiro Valdir Raupp sem sair do seu MDB e sem romper com sua própria história nem rasgar o seu passado.

 

Embora muitos achem – e até o próprio senador ao que parece – que Raupp teria mais condições de se eleger se ficasse sozinho no PMDB, há os que pensam que sua oportunidade de vitória está exatamente no fato de receber o apoio de Confúcio o indicando ao seu eleitorado, como a segunda opção de voto. E da mesma forma, Raupp o indicando como a segunda opção aos seus seguidores. E, mais importante: o MDB marchando unido em torno dos dois.

 

As cartas estão postas. O jogo começou.

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Osmar Silva

Osmar Ferreira da Silva, 70 anos, jornalista, bacharel em direito pela Uniron, vindo da Bahia ha 36 anos, fundador do Jornal O Parceleiro em 1979 em Ariquemes, e Gazeta de Rondônia em 1980 em Ji-Paraná, escritor ficcionista e poeta inédito. Ex-secretário de Justiça, ex-diretor do Sebrae, no governo Jerônimo Santana, ex-presidente do Iteron(Instituto de Terras de Rondônia) no governo Osvaldo Piana, ex-secretário de Administração e ex-secretário de saúde de A

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