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Como será a eleição da ALE?

POR OSMAR SILVA

16 de Novembro de 2018 às 08:43

Novos ares estão renovando as esperanças dos brasileiros que acompanham, diariamente, as ações dos eleitos. De celular na mão, querem saber o que fizeram no dia. Os que não se comportarem republicanamente, serão os derrotados de 2022, se não forem para a cadeia antes.

 

Aqui em Rondônia, está em curso a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Até à última eleição, sempre foi um ato obscuro, corrompido, violador de práticas éticas e morais, e pior ainda: longe, muito longe de grau mínimo de transparência.

 

Os cabeças de chapa sempre agiram desonestamente comprando votos e confinando deputados/eleitores ‘negociados’ em hotéis, fazendas, cidades fora do estado além de outros artifícios ilegais que levaram o legislativo a um nível de corrupção insuportável.

 

Muitos deputados chegaram à Assembleia com a certeza de repor os gastos de campanha somente com a negociação do seu voto na eleição da Mesa da Casa. Muitos se lançaram candidatos à presidência só para valorizar mais ainda o seu voto.

 

Nesse jogo, vale tudo. Inclusive artifícios legais, como alteração da Constituição Estadual e do Regimento Interno para facilitar e dá concretude aos acordos impatrióticos. Como o que permite eleger, antecipadamente, a Mesa Diretora do segundo biênio da Legislatura no mesmo dia da eleição da primeira. É mole ou quer mais?

 

E por que fazem isso? Primeiro, porque pagam com o ‘nosso dinheiro’, não com o deles. Segundo, porque ser presidente da Assembleia Legislativa é um grande ‘negócio’. É ser o tesoureiro do segundo maior orçamento do estado, dá muito dinheiro. Além de influência em grandes negócios.

 

É por tudo isso que nestes 36 anos de existência e 11 presidentes, 5 já foram condenados pela Justiça: Marco Donadon, Natanael Silva, Carlão de Oliveira, Valter Araujo e Neodi Oliveira; Destes, 4 puxaram cadeia: Natanael, Carlão, Donadon e Valter. Neodi, teve direitos suspensos e Carlão, no momento, está foragido.

 

Não é a história que o nosso parlamento merece. Mas é a que alguns deputados protagonizaram enlameando a Casa do Povo.

 

 

E agora, como será?

 

Fala-se em 3 candidaturas que podem ser 4. A do deputado Lebrão, o mais votado e o mais velho da Casa; a do deputado Jean Oliveira, já experiente em seu 3º mandato; a do deputado Laerte Gomes e a do noviço Sargento Eyder Brasil, do PSL do governador Marcos Rocha e do presidente Jair Bolsonaro.

 

A disputa é boa e salutar se com transparência, lisura e honradez. Sem isso, que a sociedade exige, podem até ganhar hoje, mas pagarão pelo erro amanhã. Daqui a quatro anos. Ou antes.

 

O novo Palácio do Povo na Esplanada das Secretarias a ser inaugurado proximamente, espera um dirigente que o dignifique e não que o envergonhe, como fizeram alguns do passado recente.

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Osmar Silva

Osmar Ferreira da Silva, 70 anos, jornalista, bacharel em direito pela Uniron, vindo da Bahia ha 36 anos, fundador do Jornal O Parceleiro em 1979 em Ariquemes, e Gazeta de Rondônia em 1980 em Ji-Paraná, escritor ficcionista e poeta inédito. Ex-secretário de Justiça, ex-diretor do Sebrae, no governo Jerônimo Santana, ex-presidente do Iteron(Instituto de Terras de Rondônia) no governo Osvaldo Piana, ex-secretário de Administração e ex-secretário de saúde de A

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