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Ribeirinhos recebem orientação nutricional através de Expedição Científica

Ribeirinhos recebem orientação nutricional através de Expedição Científica

DA REDAÇÃO

20 de Janeiro de 2008 às 09:19

Ribeirinhos recebem orientação nutricional através de Expedição Científica

FOTO: (Divulgação)

* O acompanhamento nutricional das populações ribeirinhas teve início em Julho de 2005, fruto do instituto da parceria interinstitucional entre os diversos órgãos como Governo de Rondônia, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Universidade de São Paulo, Faculdade São Lucas e Prefeitura Municipal de Porto Velho, que resultou na realização da Expedição Científica –Acadêmica. Somando até hoje, já foram realizados aproximadamente 1000 atendimentos e orientações nutricionais, além de palestras, treinamentos e elaboração de cardápios para escolas e hospitais. * Atualmente, de acordo com o nutricionista Rafael Barofaldi Bueno, os trabalhos estão concentrados nos rios Machado e Preto, atendendo aproximadamente 500 pessoas, com ênfase para as crianças lactantes, em idade escolar e adultos com doenças crônico-degenerativas. * Barofaldi disse ainda que está em andamento um projeto sobre o assunto, que servirá como base da dissertação de seu mestrado, juntamente com Ariana Vieira Rocha. O estudo está abordando a desnutrição por Macronutrientes, Selênio e Zinco em crianças entre 3 e 9 anos. Com um universo populacional de aproximadamente 80 indivíduos. *Alguns dados preliminares apontam um quadro preocupante Estado nutricional das pessoas que ali vivem. Entre as crianças 20% apresentam desnutrição aguada, ou fome, 40% apresentam desnutrição crônica ou grave, que gera um déficit de desenvolvimento corpóreo e cognitivo. *Já para os adultos, dados igualmente preocupantes, mas não de desnutrição, mas sim de obesidade e incidência de doenças crônico-degenerativas, 32% da população adulta apresenta excesso de peso e 40% já desenvolveu alguma doença relacionada com maus hábitos alimentares. Dados que são equivalentes a populações de grandes centros urbanos. *Essas comunidades têm uma alimentação monótona, baseada em farinha de mandioca, peixe na época das secas dos rios, alguns tipos de caça, frutos fornecidos pela floresta e produtos trazidos por comerciantes, principalmente açúcar e refrigerantes. *Para reverter esse quadro é necessário a existência de planos de suplementação alimentar; geração de renda; um forte trabalho de mudanças de hábitos alimentares, como também tentar explorar e incentivar o consumo de produtos da região.

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