close
logorovivo2

USINAS - Sindicalista contesta matéria do “Valor Econômico” que sugere disputa por representação de trabalhadores em RO

USINAS - Sindicalista contesta matéria do “Valor Econômico” que sugere disputa por representação de trabalhadores em RO

DA REDAÇÃO

27 de Abril de 2009 às 13:08

USINAS - Sindicalista contesta matéria do “Valor Econômico” que sugere disputa por representação de trabalhadores em RO

FOTO: (Divulgação)

Nos últimos dias, a Imprensa de Rondônia vem sendo palco da chamada “guerra da informação”, que envolve a entidade que representa os trabalhadores nas obras das usinas do Madeira, o STICCERO (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia), e um grupo auto-intitulado oposição sindical. A turbulência no setor já transpôs as fronteiras estaduais, ganhando destaque no veículo de abrangência nacional, “Valor Econômico”, que publicou na quinta-feira (23) a matéria que tem por título “Odebrecht e Camargo enfrentam questões trabalhistas em Rondônia”.
A matéria do “Valor Econômico” sugere que “dois sindicatos, um ligado à Força Sindical e outro à Central Única dos Trabalhadores (CUT), disputam a representação dos trabalhadores da construção pesada na cidade, que só com as obras do Rio Madeira vão chegar a 25 mil” - o que é discordado pelo presidente do STICCERO, Valdomiro Rodrigues da Silva (que encerra mando). Para ele, não se trata de uma disputa, e sim de uma tentativa, por parte de grupos políticos e da CUT, de assumir o comando do STICCERO (que é filiado à Força Sindica), com foco na arrecadação sindical anual que deverá chegar a 1  milhão por cada usina.
 “A Força Sindical não está disputando nada. Ela é a central legítima, na  qual é filiada o STICCERO, que representa os trabalhadores da construção civil. O que acontece é que, enquanto vínhamos nos empenhando em negociações em prol de conquistas paras os trabalhadores, estávamos sendo alvo de ataques rasteiros e irresponsáveis plantados na mídia para instar a sociedade com notícias infundadas”, declarou Valdomiro.
Valdomiro, em entrevista exclusiva ao jornal O Estadão do Norte, publicada no dia 14 de abril de 2009, declarou que estava deixando o cargo indignado com o que ele chamou  de “conspiração arquitetada para desestabilizar o STICCERO”. Ele denunciou que “grupos políticos, auxiliados por sites de notícias pagos”, estariam usando trabalhadores para fomentar revolta contra o Sindicato, com o objetivo de derrubar a Diretoria
“Os apaniguados desses grupos já tentaram no início do ano criar um sindicato paralelo, o SINTRAPAV, todavia, como foi uma tentativa à margem da lei, agimos juridicamente e impedimos qualquer ação desse sindicato, depois disso, no final de janeiro/2009, começaram as ofensas pessoais contra o companheiro Amaral, que tem recebido até ameaças de morte, estando obrigado a circular pela cidade sob escolta”, afirma Valdomiro.
O sindicalista reafirma que está “indignado” com “esse jogo sujo arquitetado por gente mal intencionada que está fazendo trabalhadores de maça de manobra, para atingir interesses meramente econômicos”. Valdomiro ainda argumenta que “o  STICCERO é um sindicato com quase três décadas de existência. Eu assumi a presidência no período de 2005 a 2009, e durante esse tempo nunca houve um ‘interesse’ tão grande em ‘ajudar’ a categoria dos trabalhadores da construção civil. Depois das usinas, está surgindo até ‘heróis’. Até a CUT que, em Rondônia, priorizava os sindicatos dos trabalhadores no serviço público, está vindo contra nós”.
 CUT X FORÇA SINDICAL
O relacionamento entre a CUT e a Força Sindical em Rondônia que vinha sendo amistoso, começa a tomar diferente rumo. Itamar Ferreira, presidente da CUT, afirmou em entrevista ao “Valor Econômico” que hoje tem a prerrogativa de representar os trabalhadores da categoria.
Ferreira também afirmou que recente conquista relacionada a melhores condições de transporte ao canteiro de obras da usina de Santo Antônio não é atribuída ao Sindicato filiado à Força Sindical, e sim à um grupo de trabalhadores que teriam realizado uma assembléia no Cai N’Água, no último dia 9 deste mês,  com o apoio da CUT.
Já o presidente da Força Sindical, Antônio Amaral, ao ser ouvido pelo mesmo veículo, rebateu Ferreira, quando declarou que essa referida pauta de reivindicações é fruto de uma longa negociação iniciada com a Odebrecht em fevereiro deste ano. “É até engraçado ouvir notícias de reivindicações que não passam de café requentado – o que se resume num esforço de querer arrancar a qualquer custo o crédito do STICCERO, quando este Sindicato iniciou a negociação com a empregadora ainda em fevereiro, estando em andamento”, frisou Amaral.

Ainda sobre a conquista, Antônio Amaral comemora: “O que importa mesmo é que os companheiros passaram a ser transportados do ponto de ônibus mais próximo de sua residência até a obra de Santo Antônio. Antes, sofriam o transtorno de ter que se dirigir ao Cai N’água. A importância dessa conquista entende alguém como eu, que já deu muito duro trabalhando em obras como a construção da Rodovia Transamazônica e Perimetral Norte na década de 70”.

VEJA TAMBÉM:

Jornal Valor Econômico publica que Odebrecht e Camargo enfrentam questões trabalhistas em Rondônia

MAIS NOTÍCIAS

PRIMEIRA PÁGINA
RONDONIAOVIVO TV
DESTAQUES EMPRESARIAIS
PUBLICAÇÕES LEGAIS
COLUNAS