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Trabalhadores trazidos do Piauí são humilhados e abandonados na rodoviária de Porto Velho - Fotos e vídeo

Um grupo de trabalhadores, advindos do Piaui, estavam largados no pátio da rodoviária de Porto Velho sem quaisquer meios e recursos para se manterem, passando fome e dormindo ao relento.

DA REDAÇÃO

1 de Março de 2010 às 16:07

Trabalhadores trazidos do Piauí são humilhados e abandonados na rodoviária de Porto Velho - Fotos e vídeo

FOTO: (Divulgação)

Na manhã de sexta feira (26/02) o sindicato dos trabalhadores da construção civil, STICCERO, foi informado de que havia um grupo de trabalhadores, advindos do Piaui, que estavam largados no pátio da rodoviária de Porto Velho sem quaisquer meios e recursos para se manterem, passando fome e dormindo ao relento.
 
Ao chegar ao local, foram encontrados os 42 trabalhadores com suas malas e mochilas amontoadas embaixo do terminal de ônibus coletivo, pois era a única estrutura coberta que protegia os seus pertences.
 
Segundo os trabalhadores, eles foram trazidos por um representante da empresa Consarg, de São Paulo, que deu-lhes garantias de que havia estava com vagas sobrando na empresa para prestação de serviço na obra da usina de Jirau, através da empreiteira Camargo Corrêa.
 
Animados com a proposta, um grupo de 44 homens decidiu por aceitar a contratação verbal e aceitaram o desafio de sair de sua terra para o distante estado de Rondônia, com a promessa de boas condições de trabalho e um salário digno já garantidos através do emprego.
 
Para realizarem a viagem, organizada pelo preposto da Consarg, os trabalhadores tiveram que bancar do próprio bolso as suas despesas, chegando ao ponto de venderem até mesmo seus utensílios domésticos como: geladeiras, fogões e televisores pela metade do preço de mercado, pois o custo mínimo ficou em R$ 850,00, por cabeça só com a passagem, sendo que alguns desembolsaram até R$ 1.200,00, tomando até mesmo dinheiro de agiotas com promessas de pagar com os primeiros salários.
 
Chegando a Porto Velho, na tarde de quinta (25/02), após três dias de viagem, entraram em contato com o senhor Ernani, que seria o responsável em encaminhá-los as vagas já garantidas, mas, apesar de recebê-los na rodoviária Ernani sem maiores cerimônias alegou que, apesar de estar aguardando-os e sabendo da vinda do grupo fechado, não iria "pegar" ninguém para o serviço proposto.
 
Após apurar e confirmar as informações dos trabalhadores e entrar em contato com os referidos prepostos das empresas o sindicato dos trabalhadores providenciou, com a ajuda da SEMAS, um ônibus que conduziu os trabalhadores ao alojamento próprio do STICCERO para que os mesmos pudessem se alimentar, tomar banho e descansar depois de uma noite que nunca mais se esquecerão pelo resto de suas vidas.
 

Através do sindicato providências junto ao Ministério Público do Trabalho serão tomadas imediatamente.

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