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Governadores querem revisão de medidas que geram perdas a estados

Governadores querem revisão de medidas que geram perdas a estados

DA REDAÇÃO

19 de Dezembro de 2015 às 08:50

 Governadores querem revisão de medidas que geram perdas a estados

FOTO: (Divulgação)

 Os governadores que compõem o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (CBC) adiantaram nesta sexta-feira (18) pela manhã antes do início da pauta de trabalho, em coletiva com a imprensa, que irão atuar para a revisão de medidas legislativas que geram perdas tributárias aos estados-membros, responsáveis por mais de 50% da produção de alimentos no país hoje.

A coletiva foi aberta pelo governador Confúcio Moura, anfitrião do sexto encontro do Fórum de Governadores do Brasil Central, na sede do Governo, prédio Rio Pacaas Novos, Palácio Rio Madeira, em Porto Velho.

“Os estados e governadores que aqui estão representam o Brasil que dá certo, o Brasil bom. Rondônia tem todas as características do Norte e Centro Oeste, com sua vegetação diversificada, com o cerrado. Estamos misturados. O que nos une, nos fortalece, é o sentimento de igualdade, de necessidade”, destacou o governador Confúcio Moura.

Além de Rondônia, compõem o CBC os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal e Tocantins.  Os governadores Marconi Perillo (GO), Reinaldo Azambuja (MS), Marcelo Miranda (TO), Pedro Taques (MT) e o secretário da Casa Civil do DF Sérgio Sampaio, que representa o governador Rodrigo Rollemberg, iniciaram as atividades após a coletiva.

Na pauta de trabalho, de quatro itens, será debatida uma síntese das ameaças comuns aos estados sócios, entre elas o endividamento dos estados e a reforma tributária que tramita no Congresso Nacional, que gera perda de recursos, segundo o governador Reinaldo Azambuja. Outros temas de trabalho são a escolha do secretário-executivo do CBC; apresentação de projetos de logística para o Brasil Central e apresentação de um estudo fiscal pelo secretário de Governo de  Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel.

“Temos economias muito parecidas, mais da metade da produção do Brasil, semelhanças na infraestrutura. Queremos debater e encaminhar soluções para ameaças comuns aos estados. Queremos fortalecer o pacto federativo, definir estratégias de desenvolvimento em comum para os estados e redefinir os fundos constitucionais de desenvolvimento do Norte e Centro Oeste”, disse o governador Marconi Perillo, presidente do CBC. Outra preocupação é com as dívidas dos estados.

O governador Pedro Taques disse que o CBC exigirá duas formas de atuação dos governadores, “voltado para dentro e voltado para fora”, demonstrando que a união dos estados pode mudar a realidade de cidadãos que vivem na fronteira de Mato Grosso. O Estado, relatou, tem limites com Tocantins, Goiás, Mato grosso do Sul e Rondônia, e isso abre um leque de oportunidades de ações em comum.

“Não queremos competir entre nós. Queremos fortalecer o pacto federativo, mostrar que estados não podem ser submissos como são hoje ao governo central, onde a União manda no governador”, disse Taques, dando um tom mais político à apresentação inicial aos jornalistas.

O governador Marcelo Miranda também disse haver necessidade de mais investimentos em infraestrutura na região, e comunga do sentimento de que os governadores precisam ter mais voz, e atuar para rever o pacto federativo de forma clara e objetiva.

Representando o governador Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal, o secretário Sérgio Sampaio disse que Rollemberg tem a crença da necessidade da união dos governadores para construir um caminho de desenvolvimento regional. “Isso vai fortalecer a nossa identidade, e sem a união será bem mais difícil vencer dificuldades que se apresentam”.

Ao apresentar um breve histórico da formação do CBC à imprensa, o governador Marconi Perillo disse também que serão discutidas a formação do Conselho Consultivo e do Conselho de Administração.

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