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Garoto espancado passa 16 dias em coma e mãe pede ajuda contra o crack

Médico tenta ajudar dona-de-casa a internar 3 filhos compulsoriamente

DA REDAÇÃO

29 de Junho de 2017 às 12:00

Garoto espancado passa 16 dias em coma e mãe pede ajuda contra o crack

FOTO: (Divulgação)

Na tarde desta quarta-feira, 28, a dona-de-casa Márcia Gonçalves Sega, 32 anos, esteve na redação do jornal e expôs um drama que vem atingindo um número cada vez maior de famílias em Vilhena: os efeitos devastadores do crack em crianças e adolescentes.

Márcia contou que os três filhos dela são viciados na chamada “pedra da morte”. E para, comprar o produto, já chegaram a praticar pequenos furtos. Os três garotos, com idades entre 13 e 16 anos, também já foram presos pelos crimes cometidos a fim de sustentar a dependência química.
 
O pesadelo da jovem mulher teve um capítulo especialmente doloroso no dia 07 deste mês, quando o filho caçula dela foi espancado quase até à morte em uma rua do Setor 17. O garoto de 13 anos foi resgatado pelos Bombeiros e levado para a UTI do Hospital Regional, onde ficou 16 dias inconsciente.

Vendo que não consegue mais lidar com os garotos dependentes, Márcia bateu em várias portas buscando ajuda: Ministério Público, Fórum, Prefeitura, Defensoria Pública... Em nenhum dos órgãos encontrou solução para o problema.

BUSCANDO TRATAMENTO
 
Comovido com o drama da mulher, cirurgião Carlos Mamede, que tenta salvar o adolescente dela na UTI, está buscando ajudá-la a encaminhar a garotada: “De que adianta a gente salvar a vida desse menino se ele vai voltar para as drogas assim que receber alta?”, questiona o experiente profissional de Saúde.

Mamede disse que fornecerá os laudos os médicos necessários para que Márcia possa dar entrada num pedido de interdição compulsória (contra a vontade dos pacientes) dos três filhos. “É uma questão humanitária: tenho visto a luta desta mãe. Se ela não encontra ajuda onde busca, como podemos cobrar alguma coisa?”, pergunta.

O QUE ELA QUER?
 
Tão abalada quanto o marido, braçal que trabalha duro para manter a casa, Márcia diz que sua luta é para evitar que os filhos morram pela própria droga ou pela violência provocada por ela: “Se não me ajudarem a internar eles, meus filhos vão acabar morrendo ou mesmo matando alguém por causa desta desgraça que é o crack”.

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