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Dicas de Viagem ao Peru, de carro

Viagem até Arequipa - a cidade Branca.

DA REDAÇÃO

9 de Janeiro de 2018 às 09:32

Dicas de Viagem ao Peru, de carro

Douglas Suckow em viagem ao Peru FOTO: (Facebook Douglas Suckow)

O Peru é um país encantador, com uma cultura plural e rica. Vale a pena uma viagem até lá.

 

Muitos preferem Cusco, mas nós preferimos Arequipa e a explicação é simples e, claro, pessoal. Cusco não é uma cidade bonita (opinião pessoal) e só teríamos duas motivações para visitá-la: História (não é o nosso caso) e a visita ao vale sagrado de Machu Picchu (muito caro por pessoa, cerca de 800 reais). Além do mais, Arequipa está a apenas 2.600m de altitude, o que significa dizer que é mais tranquilo em relação aos efeitos do ar rarefeito. Ao final, vou dar as dicas sobre o que visitar em Arequipa.

 

Então vamos lá. Antes de entrar nos detalhes sobre a viagem, algumas coisas básicas e muito importantes que vcs precisam estar atentos antes de viajar.

 

1- O carro. Nosso carro é um Fiesta 1.6 ano 2013. Fiz uma boa revisão e peguei a estrada. O carro precisa estar em boas condições porque até chegar ao altiplano peruano seu veículo vai encarar subidas que irão exigir dele. Há quem diga que já subiu os Andes de 1.0, mas eu, em 5 pessoas, não teria coragem kkkkk. Nem precisava falar, mas, revise seu macaco, chave de roda, triângulo e as condições de seu estepe.

 

2- Os documentos necessários. 2.1 Ainda sobre o carro, o documento deverá estar em nome do condutor ou de um de seus componentes. Se não, o proprietário ausente da viagem deverá fazer uma procuração de PLENO PODER para que o condutor possa entrar no país. Se for carro alugado, o condutor deverá levar o contrato de aluguel em mãos para dar entrada no país. DICA IMPORTANTE: Já leve toda documentação com cópias para dar celeridade ao seu processo de entrada. 2.2 O condutor deverá ter em mãos sua CNH, documento do veículo e sua identidade civil (aquela verdinha). Essa TODOS deverão ter em mãos (ou passaporte). 2.3 Outro documento importante, mas não obrigatório, é a Carteira internacional de Vacinação com a vacinação contra a Febre Amarela. É só ir até a ANVISA do Aeroporto de Porto Velho, munido de sua carteira de vacinação e identidade que eles fazem na hora.

 

3- GPS. Nunca menospreze o poder que esse carinha tem de ajudar. Eu uso sempre 2: O Google Maps, do celular e um GPS Multilaser que eu raqueei e coloquei outro navegador, o poderoso Igo 8. Há quem diga que é o melhor para o Brasil e toda América Latina. DICA IMPORTANTE: O Google maps só funciona em rede certo? Errado. Se vc fizer a ROTA antes de sair de rede e não sair do aplicativo, ele te leva até o fim da tua rota. Por isso, leve consigo um carregador veicular para o acendedor de cigarro. Custa barato e vc não fica na mão.

 

4- O câmbio de dinheiro. Ao chegar à primeira cidade peruana, Iñapari, fronteira com o Brasil, pesquise a quanto está o cambio para a moeda peruana, o Nuevo Sol (Soles), pois varia muito lá. Eu, por exemplo, achei de 0,80 a 0,86... Troquei um pouco lá e o restante eu troquei em Arequipa a 0,93.

 

5- A língua. Se vc não souber NADA de espanhol, não se arrisque ou vai passar poucas e boas, principalmente na região andina onde o espanhol deles é muito rápido e difícil, pois eles falam o quéchua, a língua andina. Leve alguém que fale ao menos o ARRANHOL (meu caso). Daí o sofrimento é menor (risos). Por que sofrimento? Segue o bonde...

 

6- A cultura alimentícia. A base da alimentação peruana nos Andes é frango (pollo) e batata (papa), ou seja, durante o percurso até Arequipa (que tem de tudo), vc pode sentir a falta de café (sugiro que vc leve as coisas pra fazer e uma cafeteira 220v, ou um rabo quente (ebulidor)), de feijão (não tem), e outras comidas a que estamos acostumados. Em Arequipa tem de tudo, estou falando apenas do percurso até lá. Leve uns “bribotes”, como chocolates, amendoim, pão caseiro, salgadinhos tipo Cheetos, paçoca, ÁGUA, MUITA ÁGUA, etc.

 

7- O Ar rarefeito. Então.... No percurso até Arequipa, chegamos à marca de 4.900m de altitude, o que significa dizer que a possibilidade de vc sentir algum sintoma (até a aclimatação - adaptação) é muito grande e vai variar MUITO de pessoa pra pessoa, podendo até ser que alguém não sinta nada. Os sintomas são: náusea (podendo chegar a vomitar), dor de cabeça (o mais comum), tontura, taquicardia, respiração ofegante, cansaço e diarreia (nunca esqueça de andar com papel higiênico – sempre tem um carro parado na beira da estrada rsrsrsrsrs). O Lucas sentiu um frio muito intenso, mesmo com todas as roupas possíveis (casacos, luvas e gorro), porém não passava. Ele se tremia de frio mesmo sem estar com febre. Mas resolvi bem rápido: parei em um restaurante num vilarejo qualquer e dei a ele uma xícara de chá de coca. Foi a SOLUÇÃO. Até suar ele suou (risos). Mas se sentir alguns destes sintomas (ou todos eles) não se desespere, pois os sintomas passam, principalmente com a ajuda de remédios que vc pode levar na sua bagagem. A aclimatação leva algum tempo pra ocorrer e logo vai ficar tudo bem. Eu recomendo que vc leve Ibuprofeno 600mg (pra dor de cabeça), Plasil (náusea), Dimeticona (gases), Florax (em caso de diarreia). DICA IMPORTANTE: na altitude evite esforços físicos. Até falar pode te causar cansaço. Mulheres podem sofrer mais (kkkkkkkkkkk brinks)

 

Dito isto, vamos ao percurso e suas variantes.

 

1º dia – Porto Velho a Puerto Maldonado (Peru). São cerca de 1.000 km. Saia às 04h00 e chegará em Puerto Maldonado no máximo umas 19h00. Porque essa demora? Porque em Assis Brasil (a 780 km) vc precisará parar na Aduana brasileira e preencher a papeleta de saída do Brasil de cada integrante da viagem. Carimbou, vaza. Ao atravessar a fronteira (a uns 5 km) vc chegará a Iñapari e terá que passar por tres processos. O primeiro é o cambio para a moeda local. O segundo é a entrada no país, preenchendo uma papeleta de entrada de cada integrante. O terceiro processo, após ter o carimbo na papeleta, é atravessar a rua e ir até a SUNAT para tirar tua permissão para dirigir no Peru e pagar o seguro obrigatório (tipo DPVAT). Feito tudo isto (cerca de 1 hora +/-) vc segue até Puerto Maldonado para dormir e partir bem cedo. Ah, não projete expectativas acerca da cidade. Apesar de já estar no outro país, P. Maldonado não é uma cidade bonita e é muito quente, pois está na selva amazônica peruana.

 

2º dia – Puerto Maldonado a Juliaca (ou Arequipa se quiser, mas vou explicar). Até Juliaca são cerca de 550 km, feitos em cerca de 9 a 10 horas. É a melhor parte da viagem, com paisagens extraordinárias ao subir as cordilheiras. Mas preste atenção a uma coisa: depois de passar uma cidade chamada Mazuko, haverá uma bifurcação a cerca de 185km após P. Maldonado. À direita haverá uma ponte chamada Inambari, que é o caminho a Cusco, portanto não vire à direita, ou seja, não passe pela ponte. Siga em frente em direção a Puno (assim está na placa de sinalização). Após passar um vilarejo chamado Sán Gaban, prepare seu coração para as paisagens mais belas e deslumbrantes de sua viagem e siga, com calma, até Juliaca. Após a cidade de Macusani, que é aos pés de um vulcão visível a quem passa na estrada, se chover gelo, não ultrapasse os 60km/h, pois a pista pode ficar escorregadia. Ah, é justamente aqui que, geralmente, pessoas sentem o “soroche”, o mal da montanha, com aqueles sintomas que falei lá em cima, pois aqui neste ponto chega-se a 4.900m de altitude. Por isso, se preferir, ao sair de P. Maldonado, já tome Plasil de acordo com a bula (de tantas em tantas horas) pra evitar, ou amenizar, os enjoos. Ibuprofeno é muito bem-vindo também para as dores de cabeça. Eu disse no começo Juliaca ou Arequipa pelo seguinte: Juliaca (3.300m de altitude) não é uma cidade bonita, mas vale a pena dormir lá e passar um dia todo lá devido ao seu efervescente comércio com preços MUITO baixos. Uma dica que eu dou é se instalar em um hotel e no outro dia sair naquelas motos chinesas que tem lá, pedindo pra levar nos dois grades comércios que tem lá (ou havia em 2011). Um só de eletro-eletrônicos (e outras quinquilharias) e outro só de roupas, cama, mesa e banho. Vale SUPER a pena.

 

4º dia – Juliaca a Arequipa. São cerca de 270km, feitos em cerca de 4 horas, pois em um determinado trecho do altiplano peruano vc começará a descer até Arequipa (2.600m de altitude) e isso demanda diminuição na velocidade pelas pistas sinuosas. Arequipa é uma cidade maravilhosa, global e atualizada. Em Arequipa, não deixe de visitar a Plaza de Armas, tanto de dia como a noite, o Mirador de Yanahuara, que dá vista para o vulcão Misti. De lá, se vc for cedo (até umas 09:30), vc poderá embarcar em um passeio pelos principais pontos turísticos da cidade em um daqueles ônibus de excursão que é aberto em cima. Vale a pena. A cidade conta com cerca de 3 shoppings muito bons e uma gastronomia muito variada. Não deixe de comer trucha (um peixe maravilhoso), alpaca e ceviche. Se vc tiver um gosto mais exótico, experimente o Cuy. Pesquise o que é, não vou falar kkkkkkk. Vale SUPER a pena contratar uma agência de turismo para ir ao Canion Del Colca, em Chivay. É uma viagem de cerca de 3 horas a uma região de vulcões, com banhos termais e a fascinante contemplação do voo do Condor, no cume do Canion. Bom, tem muito mais em Arequipa. Pesquise e divirta-se nesta viagem inesquecível.

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