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Espaço Alternativo, por Lúcio Albuquerque

Confira o artigo de Lúcio Albuquerque

LÚCIO ALBUQUERQUE

10 de Janeiro de 2018 às 07:58

Espaço Alternativo, por Lúcio Albuquerque

FOTO: (Divulgação)

Obra nova, cartão postal de Porto Velho, e já sofrendo das velhas mazelas de sempre:falta de cuidados, ambulantes invadindo área destinada à lembrança histórica, adultos e crianças subindo de qualquer forma e até no teto da locomotiva, gene levando cachorros para fazer xixi no portal do Forte, motoqueiros atravessando de uma pista para outra passando no vão do portal e, o que é pior: a certeza de que outro patrimônio portovelhense está com seus dias contados.

 

Quem, como eu e muitos, que usamos do Espaço há muitos anos, e que não fazemos dali apenas local para selfies, temos uma preocupação que entendo ser mais que coerente: a segurança e a conservação daquela área, da mesma forma que várias vezes foi denunciado que marginais, travestidos de “notívagos”, iam para ali farrear, destruir e, como lamentavelmente aconteceu, provocar conflito e violência – um homem foi assassinado numa briga.

 

O Espaço, especialmente a faixa mais próxima à curva do aeroporto, foi transformado em autêntico bordel onde sexo livre e bebida, havia citações de muita droga, e só houve uma ação policial mais dura quando mataram um PM. Recentemente viralizaram fotos de crianças e adultos, na internet, promovendo autêntico carnaval sobe a locomotiva e já aconteceu até um ato de vandalismo no Portal do Forte, o que demonstra sem qualquer dúvida que o contribuinte pode ver, graças a dois fatores, o primeiro a conduta animalesca de gente que nem deveria ir ali. A segunda porque, construída em espaço aberto, com acesso a partir de qualquer local, não tenha havido desde seu início um programa de conscientização e de segurança para aquela obra que corre o sério risco de, em poço tempo, ser, como tantas outras atividades em Porto Velho, componente daquele lamentável grupo do “já tivemos aqui”.

 

E não se está fazendo qualquer ato de terrorismo, porque os exemplos são muitos e um, bem recente, foi a recuperação do prédio da velha Câmara, que depois dos discursos costumeiros acabou jogado fora e só passou a ser novamente bem tratado quando o professor Mário Jorge presidiu o Conselho Municipal de Educação.

 

Agora, em artigo bem plantado, a professora Sandra Castiel (*), da Academia de Letras de Rondônia mostra o abandono que se encontra o Palácio Presidente Vargas, onde funciona uma espécie de museu mas ambos, o palácio e o museu, se encontram em situação difícil.

 

O desapreço de gestores os mais diversos quando o assunto seja manutenção de nosso patrimônio histórico – e nem vou tratar aqui da Madeira-Mamoré porque o abandono de muitos anos é uma prova viva de que a  nossa história é tratada como coisa que deve ir para debaixo do tapete, o que se observa desde o fim do período do Território, ainda que seja inegável que a História do Estado passa, como também em qualquer comunidade rondoniense, mas muito mais passa em Porto Velho e, a ideia que se deixa para quem lê, como se diz, “além da notícia”, é de que cada governo pretende, como muitos animais que eliminam filhos de outros machos, que apenas a sua história fique registrada.

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