close
logorovivo2

Suzane von Richthofen deixa prisão por 10 dias e pretende não voltar

Nesse período, a defesa dela tentará derrubar a necessidade de um teste psicológico, única barreira à liberdade definitiva

VEJA

8 de Março de 2018 às 14:09

Suzane von Richthofen deixa prisão por 10 dias e pretende não voltar

FOTO: (Divulgação)

Suzane von Richthofen, 34 anos, deixou a penitenciária de Tremembé (SP), às 8h50 desta quinta-feira (8/3), para passar 10 dias fora da cadeia. Seu noivo, Rogerio Olberg, 37, a esperava desde as 6h. De mãos dadas, mas sem beijo diante dos fotógrafos, o casal entrou em um carro e partiu para Angatuba/SP, a 362 quilômetros do presídio.

 

Enquanto Suzane aproveita o período na pacata cidade com 20 mil habitantes, seus advogados tentarão mantê-la definitivamente em liberdade. Condenada a 39 anos de prisão por ajudar na morte dos pais, em 2003, ela já cumpriu um sexto da pena. Assim, poderia progredir para o regime aberto. Mas, embora seu alvará de soltura definitivo esteja apenas aguardando a assinatura da juíza da 1ª Vara de Execuções Penais de Taubaté, Wania Regina Gonçalves da Cunha, o promotor que acompanha a execução da pena, Paulo de Palma, quer que Suzane seja submetida ao teste de Rorschach antes de ser solta.

 

Também conhecida como teste do borrão, a avaliação, que consiste em apresentar a alguém uma série de cartões contendo manchas de tinta, revela traços marcantes da personalidade. Com isso, poderia indicar se Suzane seria capaz de cometer novamente crime semelhante ao que a levou para trás das grades.

 

Como ela já foi submetida ao teste de Rorschach há quatro anos, a juíza Wania Regina dispensou a nova análise, mas o Ministério Público recorreu a instâncias superiores. Em 2014, segundo documentos anexados ao processo de execução penal de Suzane, o teste mostrou que ela tem “egocentrismo elevado” e “agressividade camuflada”, além de ser “manipuladora, insidiosa e narcisista”.

 

Passeio e selfies


Rogério Olberg se encantou por Suzane em uma das visitas à irmã dele, que também está presa em Tremembé. Em maio de 2017, durante saída temporária da condenada, ele e a noiva passearam juntos pelas ruas da pequena Itapeva (SP), cidade de 22 mil habitantes onde Olberg mora.

 

Nas redes sociais, alguns moradores postaram selfies com Suzane. Outros ficam indignados com a presença da detenta por lá.

 

Livro


Prestes a ganhar liberdade definitiva, Suzane será personagem de um romance policial inédito. Produzido pela editora Abril e ainda sem título divulgado, o livro será lançado no fim do primeiro semestre de 2018. Escrita pelo jornalista Ullisses Campbell, da revista Veja, a obra conta a história da assassina paulistana a partir de suas relações afetivas. Duas produtoras de cinema já demonstraram interesse nos direitos autorais do livro para adaptá-lo em filme.

MAIS NOTÍCIAS

PRIMEIRA PÁGINA
RONDONIAOVIVO TV
DESTAQUES EMPRESARIAIS
PUBLICAÇÕES LEGAIS
COLUNAS