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SAÚDE: Assustados, brasileiros recorrem ao “Dr. Google” sobre sarampo

Depois da situação de emergência decretada em dois estados brasileiros, busca por informações sobre vacina aumentou 250% no site

METROPOLES

9 de Julho de 2018 às 09:17

SAÚDE: Assustados, brasileiros recorrem ao “Dr. Google” sobre sarampo

FOTO: (Divulgação)

Com 1,9 mil casos suspeitos de sarampo e mais de 470 confirmados, o Brasil começa a acordar para a iminência de viver às voltas novamente com a doença, quase duas décadas depois do último surto registrado. Além da corrida em unidades de saúde para agilizar possíveis diagnósticos, o medo da população começa a refletir também no maior tira-dúvidas de saúde do mundo: o “Doutor Google”.

 

Sobre o assunto, é possível ver o que exatamente tem levado as pessoas ao computador. Conforme os dados, a procura por informações sobre a vacina subiu 250% na última semana. A busca pelos sintomas da infecção, por sua vez, aumentou 100%.

 

A lista de dúvidas inclui ainda coisas como “quem pode tomar a vacina contra o sarampo” e se “quem teve sarampo pode ter a doença de novo”.

 

 

Segundo dados do Google Trends, ferramenta do site de busca que reúne termos e tendências de pesquisa durante um período de tempo, a procura por informações sobre a doença registrou um pico repentino desde o último dia 2, quando o Ministério da Saúde confirmou o surto da doença nos estados do Amazonas e de Roraima — juntas, as unidades da federação têm 463 casos confirmados até agora.

 

O sistema classifica o interesse de busca das pessoas por um determinado assunto numa escala de 0 a 100, onde 100 representa o maior interesse. No início da semana, a plataforma registrava 17 por temas relacionados ao sarampo. Dois dias depois, o gráfico havia mudado de perfil, com um pico indicando 100 pela doença.

 

A cidade campeã de consultas é justamente a capital amazonense, Manaus, seguida de Rio de Janeiro, onde 13 casos suspeitos seguem em investigação. O número de infectados chegava a 17 até a quinta-feira, dia 5 de julho, mas a Secretaria de Saúde descartou quatro deles.

 

Um olho no sarampo, outro no gol


Nem a campanha da Seleção pelo hexacampeonato, na Rússia, tirou a preocupação dos brasileiros com os casos de sarampo. Na última aferição do Google para um período de 30 dias, em 4 de julho, o interesse pela virose havia crescido mais, por exemplo, do que as buscas pelo mascote brasileiro campeão de memes, o Canarinho Pistola, num placar de 100 x 34.

 

 

Na comparação com outras doenças velhas inimigas da saúde pública no país, o vírus também cresceu mais. Por exemplo, foi mais buscado que o zika. No último dia 4, só nove estados do Brasil tinham um número maior de buscas pelo arbovírus transmitido pelo Aedes aegypti do que pelo sarampo, “vencedor” em todos as outras 18 unidades da federação.

 

O sarampo foi considerado erradicado do Brasil em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas desde 2000 o país não registrava surtos autóctones da doença — quando as contaminações ocorrem dentro das fronteiras do país. A paz, contudo, durou pouco. Autoridades sanitárias desconfiam que os casos recentes por aqui estejam relacionados à crise venezuelana. Até março passado, 14 diagnósticos tinham sido confirmados, todas em cidadãos venezuelanos não vacinados que vieram ao Brasil.

 

Tira-dúvidas


Na última terça-feira (3/7), o Metrópoles publicou material exclusivo da Agência Lupa com mitos e verdades sobre os casos recentes da doença. A lista tira dúvidas sobre o regime de vacinas contra o sarampo e a possibilidade de pessoas infectadas receberem ou não um novo diagnóstico, dúvidas que se mostram comuns pelo banco de dados do Google.

 

Sobre a imunização, a vacina que protege contra a doença é a tríplice viral. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de vida, no Brasil, e a segunda aos 15. Pessoas de até 49 anos que nunca receberam a imunização podem procurar os postos para regularizar a carteira de vacinação. Depois, as aplicações devem ocorrer caso a caso, conforme avaliação médica, mas apenas em clínicas particulares. Em 2017, o Brasil tinha cobertura vacinal total de 71,55% na segunda dose, abaixo dos 95% preconizados pela OMS.

 

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