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CAMPANHA: Haddad não deve mais visitar Lula em Curitiba

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse que Lula mandou um recado para o candidato à Presidência: 'Manda o Haddad fazer campanha"

ESTADÃO CONTEUDO

9 de Outubro de 2018 às 16:05

CAMPANHA: Haddad não deve mais visitar Lula em Curitiba

FOTO: (Divulgação)

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou no início da tarde desta terça-feira, 8, que não vai se descolar a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde 7 de abril no âmbito da Operação Lava Jato. Ainda hoje, a senadora Gleisi Hoffman, presidente do partido e que foi eleita deputada federal pelo Paraná, afirmou que Lula ordenou que Haddad se concentre em sua campanha e não o visite mais na sede da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense.

 

Gleisi afirmou que Lula fez chegar ao partido que espera que candidato à Presidência se concentre nas agendas de rua da campanha neste segundo turno e deixe de visitá-lo na prisão semanalmente, como tem feito até o momento. "Foi um recado para mim: manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui", disse Gleisi, que participa de reunião organizada pela direção petista na capital paulista, nesta terça-feira.

 

Antes cogitado como um possível candidato do PT à Presidência, o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner cobrou ontem que Haddad assuma mais a própria personalidade no segundo turno da eleição e se desprenda da estratégia que o levou à segunda etapa da eleição, quando disputou buscando transferir os votos de Lula

 

"O Haddad chega ao segundo turno como a substituição do Lula, agora o Haddad do segundo turno é o Haddad", disse Wagner após uma reunião em São Paulo que o confirmou na coordenação da campanha do ex-prefeito da capital paulista ao Planalto. Ele destacou que é impossível "descolar" do ex-presidente, mas que "ninguém vive só do que foi". "Agora é hora de o Haddad dizer 'o meu programa de governo'."

 

Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhã (reeleito com quase 60% dos votos no primeiro turno), acha que Haddad precisa se desvencilhar da imagem de substituto de Lula e assumir mais a própria imagem no segundo turno da eleição. "Acho que o 'Haddad é Lula' cumpriu esse papel por um período. Lula é um programa de governo, mas isso tem um limite. Deu certo no primeiro turno, o povo entendeu, votou, mas no segundo turno é o que o Haddad pode fazer, e não mais o Lula, para melhorar a vida da Dona Maria", disse o governador. "Essa é a chave da eleição."

 

Haddad concedeu entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul (RS). Ele afirmou que "jamais vou deixar de defender que Lula foi condenado sem provas" e reconheceu que só chegou ao segundo turno "em função do projeto que Lula representa".

 

Sobre o papel que Lula teria em seu eventual governo, Haddad disse que ele foi o melhor presidente da História do País. "Nesta condição, acho que ele tem muito a contribuir pelo Brasil e pelo mundo", afirmou. "O Brasil nunca foi tão feliz, nós queremos retomar um Brasil que deu certo."

 

Haddad também negou que Lula tenha dito para ele ser mais "Haddad" nesta segunda etapa da campanha. "O que Lula me disse ontem era para eu ir para a rua e ganhar esta eleição", afirmou.

 

Adversário

 

Haddad cobrou a presença do concorrente dele, Jair Bolsonaro (PSL), em debates no segundo turno. "Como ele tem dado entrevistas, creio que ele tem condições de ir a debates", afirmou, e cutucou o adversário. "Nunca fugi a um debate. Nem com gripe. Espero que ele compareça."

 

A campanha de Bolsonaro informou que o candidato vai passar por consulta médica nesta quarta-feira, 10, para avaliar se há condições para participar dos programas. As emissoras de TV planejam ao menos seis encontros, com o início da maratona prevista para esta quinta-feira, 11, na Band.

 

Além disso, o candidato do PT mais uma vez criticou o economista Paulo Guedes, e afirmou que não vai nomear "banqueiro" para o Ministério da Fazenda. "Como posso nomear banqueiro se eu vou fazer a reforma bancária?"Na entrevista, mais uma vez Haddad defendeu ainda a reforma tributária e as mudanças nos regimes próprios de Previdência de Estados envidados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

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