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POR VICK BACON: Bolsonaro precisa dos militares e não de Olavo de Carvalho

Confira a coluna de Victoria Bacon

POR VICTORIA BACON

13 de Maio de 2019 às 15:35

POR VICK BACON: Bolsonaro precisa dos militares e não de Olavo de Carvalho

Jair Bolsonaro e os militares de alta parente do governo e Olavo de Carvalho o "guru" FOTO: (Revista Época)

Uma forma de eliminar as influências dessa ala é eliminá-la. É Jair (o presidente) demitir a todos os olavistas, a começar com o Ernesto Araújo, passando por Weintraub, e finalmente a Damares (esta não tenho certeza se é). E não deve esquecer-se do assessor Felipe G. Martins. Este também deve ser demitido. Faltou alguém? Se sim, vá descendo até o sexto ou sétimos escalões. Demitam a todos. Assim, Bolsonaro pode ainda salvar a própria pelo, pois, logo vão se lembrar do Impeachment. Não é difícil derrubar um presidente num presidencialismo de coalizão ou cooptação. Olha a regra de ouro

 

Os últimos acontecimentos envolvendo os militares que cercam o presidente Jair Bolsonaro e seu guru, o filósofo Olavo de Carvalho tem causado bastante e considerável atrito na República. A guerra aberta entre militares e o escritor Olavo de Carvalho voltou à tona com mais força do que antes. Depois de o ideólogo hostilizar nas redes sociais o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Santos Cruz, oficiais das Forças Armadas iniciaram um contra-ataque dentro do governo e perifericamente. O general Eduardo Villas Boas, ex-comandante do Exército, saiu em defesa da categoria, acusando Olavo, via Twitter, de “acentuar as divergências nacionais” em um momento em que a sociedade necessita “recuperar a coesão e estruturar um projeto para o país”.

 

O embate coloca o presidente entre a cruz e a espada. Olavo age como um ministro sem pasta, controlando a ala ideológica do governo por meio da influência conservadora propagada nas redes sociais. O pensamento dele ecoa entre o grupo mais fiel de Bolsonaro: os próprios filhos. Sobretudo o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). O problema é que os ataques atingem diretamente a ala militar, que está incomodada. Na Esplanada e no próprio Palácio do Planalto, oficiais não negam o desconforto e pedem que Bolsonaro escolha mais enfaticamente o lado nesta guerra.

 

O risco de Bolsonaro não resolver o impasse é a perda do apoio dos militares. É um cenário que Chagas não acredita, mas ressaltou que o presidente precisa tomar uma decisão sobre quem ele quer ao lado antes que o desgaste se amplie. “Haverá um momento em que os militares vão chegar para o presidente e dizer que ele tem de escolher (um lado). ‘Quem o senhor quer que fique aqui para te ajudar? Nós, ou eles? Vai chegar um momento em que estamos atrapalhando, e ninguém quer’. Se quiser manter essa equipe de olavetes, o presidente tem de expressar uma diretriz”, analisou. A leitura, ponderou o general, é disseminada. “Se não é uma unanimidade nas Forças Armadas, beira isso”, advertiu.      

 

Discussão entre militares e o escritor Olavo de Carvalho repercutiu no Congresso, que promete mandar recados. Deputados e senadores se dividem entre alfinetar olavistas e militares, num confronto que, no balanço geral, implica perda do capital político do presidente Jair Bolsonaro. Para um governo com uma articulação política tão criticada no parlamento, as mensagens pressionam o chefe do Palácio do Planalto a resolver o impasse num momento de tensionamento com a discussão da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara.

 

Bolsonaro é descartável pra o Olavo que já o ironizou quando "agradeceu" o PR por tê-lo feito de "boi de piranha"... Mas acham que o cara realmente morreria por ele como tuítou ontem... Perderão o apoio da instituição com mais credibilidade do Brasil.

 

Aí eu perguntaria ao povo: Olavo ou as Forças!? Bolsonaro  sem os militares não se sustenta.

 

Olavo de Carvalho e General Villas Boas, o general mais respeitado entre os militares e ex-ministro da Defesa | Foto: Gazeta do Povo

*Aos leitores, ler com atenção*

Este artigo/coluna não representa a opinião do rondoniaovivo e sim da autora: Victoria Bacon sendo ela responsável por tudo que será dito e/ou escrito a seguir.

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