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BEIRA MAR: JF em RO mantém bloqueio de valores de empresa ligada à filha do traficante

A empresa teve suspensa sua atividade empresarial e lacrada por fazer parte do esquema de lavagem de dinheiro para o narcotráfico

DA REDAÇÃO

29 de Novembro de 2017 às 16:32

BEIRA MAR: JF em RO mantém bloqueio de valores de empresa ligada à filha do traficante

FOTO: (Divulgação)

O Rondoniaovivo teve acesso a decisão do juiz Walisson Gonçalves Cunha, da 3ª Vara Federal de Rondônia, indeferiu o pedido de restituição dos valores bloqueados em conta bancária, além do dinheiro em espécie apreendidos na sede da empresa I Follow Produções Eirelli, do Rio de Janeiro, durante a Operação Epístolas.
 
A empresa foi constituída em 2015, e desde o mês de março de 2017 é administrada por Thuany Moraes da Costa, filha do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar. A empresa teve suspensa sua atividade empresarial e lacrada por fazer parte do esquema de lavagem de dinheiro para o narcotráfico.
 
Falando pela empresa, os advogados de defesa disseram que ´I Follow Produções´ sobrevive da produção de eventos, venda de ingressos e que trabalha com o assessoramento de carreira de cantores iniciantes, atuando na promoção desses mesmos artistas no mercado.
 
Além das alegações, os advogados comprovaram a origem lícita de vários valores em dinheiro que foram bloqueados on line da conta da empesa e que parte do recurso apreendido iria pagar trabalhos realizados por artistas agenciados. Em espécie, foram apreendidos na operação pouco mais de R$ 4.8 mil.
 
Segundo a Justiça Federal, a suspensão das atividades comerciais e lacração da empresa, além do bloqueio e apreensão dos valores seu deu em virtude de existência de indícios de que a I Follow Produções teria sido constituída, em tese com proveito auferido com o tráfico internacional de drogas.
 
“Há indícios de que a investigada Thuany Moraes da Costa, em tese, utilizava a empresa para promover eventos no estabelecimento denominado “Villa Show”, o qual, em tese, fora adquirido por Fernandinho Beira Mar (seu pai) com proveito auferido pelo tráfico internacional de drogas”, disse o magistrado em sua decisão. As investigações também apontaram “movimentações bancárias suspeitas que fogem aos padrões das transações mantidas pela empresa.
 
Em outra parte da decisão, o juiz federal cita algumas questões importantes como o fato de que as investigações apontaram a existência de um projeto arquitetônico para uma nova sede (casa de eventos) da empresa I Follow Produções, que seria construída, em tese no imóvel onde funciona a “Villa Show”, no Rio de Janeiro, “possivelmente custeada pela organização criminosa”.
 
Apesar das evidências, o juiz federal concordou com a reabertura da empresa e nomeou a própria Thuany Moraes como fiel depositária dos bens da empresa. A deslacração do imóvel deverá ser feita por Oficial de Justiça, que será responsável pela catalogação de todos os bens que se encontram no interior do estabelecimento, inclusive, se possível, por meio de imagens.
 
Após a decisão, o juiz expediu uma carta precatória para cumprimento, à subseção judiciária de São João do Meriti, no Rio de Janeiro.

OPERAÇÃO EPÍSTOLAS
 
A Operação Epístolas foi desencadeada no dia 24 de maio de 2017 em Rondônia e outros cinco estados do País e no Distrito Federal pela Polícia Federal. contra a quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Na época, o narcotraficante estava preso na penitenciária federal em Porto Velho, de onde comandava outros negócios  ilícitos como no controle de máquina de caça-níquel, mototáxi e até abastecimento de água.
 
O nome Epístolas foi dado à operação porque as ordens eram repassadas por Beira-Mar, através de bilhetes ou cartas. Na operação foram presos ainda, além de Thauany, outros quatro filhos e a esposa do narcotraficante, além de um traficante de nome Felipe da Costa Lira, que seria o braço-direito de Beira-Mar.

 

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