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PF desarticula quadrilha de roubos a bancos formada por dentista e ex-jogadores de futebol

Investigação apontou relação entre dois grupos criminosos que explodiram cerca de 20 agências bancárias no norte do Paraná e interior de São Paulo

DA REDAÇÃO

1 de Dezembro de 2017 às 09:08

A Polícia Federal de Maringá, no Paraná, deflagrou na quinta-feira, 30, a operação Miguelito para desarticular uma organização criminosa que explodiu cerca de 20 agências bancárias em São Paulo e no norte do Paraná. A investigação durou cerca de 18 meses e mapeou dois grupos responsáveis por ataques a bancos nas cidades de Marialva, Mandaguaçu, Terra Rica (duas vezes), Porecatu, Itambé e Barbosa Ferraz, no Paraná e Iepê, Pedrinhas Paulista e Cruzália, em São Paulo.
 
“Esse pessoal era ligado a roubos, latrocínios e acabaram se armando e partiram para explosão a banco. Alguns com extensa ficha corrida, mas tínhamos dentistas e dois ex-jogadores profissionais de futebol”, disse ao Estado o delegado federal Alexander Noronha Dias.
 
Participaram da operação 100 policiais federais que cumpriram 35 mandados judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária, 2 mandados de condução coercitiva e 18 mandados de busca e apreensão da operação é uma referência aos instrumentos compostos de pregos retorcidos e espalhados pelas quadrilhas nas vias de fuga das ações para dificultar perseguições policiais.
 
Segundo a PF, o grupo criminoso utilizava armar de grosso calibre e realização vários disparos durante os ataques para a aterrorizar a população das pequenas cidades. Os criminosos também atacavam os destacamentos policiais das cidades para intimidar a repressão ao crime e, em alguns casos, se valiam de reféns como escudos humanos durante os confrontos.

 

Tanto nas ações em cidades do Paraná como nas de São Paulo, segundo a PF, o grupo se valia do Rio Paranapanema como rota de fuga. Em um dos roubos, a PF interceptou parte do grupo nas águas do Paranapanema. Após troca de tiros, seis assaltantes foram mortos. Os federais apreenderam fuzis, pistolas, coletes balísticos, explosivos e valores subtraídos das agências atacadas. 

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