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CONFLITO DE TERRAS: Assentados exigem solução das 17 mortes ocorridas em Rondônia

Um grupo de assentados de União Bandeirantes foi recebido por representantes do governo onde cobram atuação da polícia no combate a violência

DA REDAÇÃO

3 de Outubro de 2018 às 11:23

CONFLITO DE TERRAS: Assentados exigem solução das 17 mortes ocorridas em Rondônia

FOTO: (Divulgação)

 

No ano passado, 17 pessoas foram assassinadas em Rondônia em disputas por terra. Nesta quarta (03), em julho desse ano, mais duas pessoas foram mortas numa fazenda no distrito de União Bandeirantes, distante 150 quilômetros da capital Porto velho.

 

Pequenos agricultores que buscam a regularização de terras na região afirmam que policiais executaram os integrantes do grupo que ocupavam uma área em disputa judicial. “Fomos massacrados a tiros durante uma operação para desocupação da terra, e os mesmos policiais que deveriam cuidar da segurança, também trabalham para os fazendeiros” alertou um agricultor que vive com o medo de ser morto por falar com a imprensa.

 

O Rondoniovivo esteve em um protesto realizado no Centro Político Administrativo (CPA) onde pelo menos 30 pessoas estiveram para pedir esclarecimentos sobre a morte dos dois integrantes do grupo que foram mortos durante conflito agrário.

 

“Faixas, cartazes e um pedido de justiça. Pequenos agricultores querem justiça e culpados na cadeia” Foto: Paulo Besse/Rondoniaovivo

 

“As famílias merecem saber quem matou nossos amigos. Eles têm uma mãe, um pai, filhos, e por isso, exigimos que os culpados sejam punidos”, disseram. Homens, mulheres e crianças, relaram a nossa reportagem que continuam sendo ameaçados e perseguidos. Sem terem para onde ir, se abrigaram em casa de amigos e parentes. “Vivemos com muito medo. A todo momento somos ameaçados”, contou uma das mulheres do grupo.

 

Mato Grosso
Nesta semana a violência que vitimou 2 lavradores de União Bandeirantes, completou três meses. De acordo com as famílias existem relatos de torturas e ameaças. Fotos e vídeos mostram que o local do crime ainda está do jeito que as vítimas deixaram, mas as famílias fugiram de lá. A viúva de um dos mortos no conflito disse precisar da ajuda da familia para cuidar das 4 filhas.

 

"A minha mãe sempre fala assim: agora vocês não têm pai. Aí vocês têm que obedecer sua mãe e continuar...", disse uma criança de 12 anos que acompanhou o grupo até Palácio Pacaás Novos.

 

Reunião

O grupo foi recebido por representas das policias e do governo, onde relataram a situação deles na região. Nenhuma das autoridades que participaram da reunião comentou o assunto.

 

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