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CASO JOSELITA: Tribunal realiza primeira audiência do caso da professora morta pelo ex

Ao todo, 11 testemunhas foram arroladas pela promotora, entre elas o próprio pai de Joselita, também vítima da primeira agressão

COMUNICAÇÃO TJ

17 de Maio de 2019 às 11:41

CASO JOSELITA: Tribunal realiza primeira audiência do caso da professora morta pelo ex

FOTO: (Divulgação)

O caso da professora Joselita Felix da Silva, de 47 anos, vítima de feminicídio, no dia 17 de março, em Candeias do Jamari, terá sua primeira audiência de instrução, nesta sexta-feira, 17 de maio, no 2º Tribunal do Júri de Porto Velho. O juiz José Gonçalves ouvirá testemunhas e o acusado pela morte da vítima, o ex-marido, Ueliton Aparecido da Silva, que, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, golpeou a professora até a morte e ainda agrediu gravemente o sogro, Francisco Felix da Silva.

 

 

Inconformado com o término da relação, o acusado ameaçou a ex-mulher, fato que o levou a prisão. Na delegacia acabou sendo solto mediante fiança. Assim que foi liberado foi até à casa do sogro, onde a ex-mulher estava, invadiu a residência e, com faca e pedaço de madeira, agrediu as vítimas por motivo torpe, mediante meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima (surpresa). Ueliton deu inúmeras pauladas na professora, principalmente na cabeça, ao ponto de a vítima ficar desfigurada.

 

A denúncia caracteriza o crime como feminicídio, pois foi praticado contra a vítima do sexo feminino, no âmbito da violência doméstica, já que a professora e o acusados foram casados, havendo registros anteriores de ameaças e agressões físicas.

 

Ao todo, 11 testemunhas foram arroladas pela promotora Lisandra Vanneska Monteiro Nascimento Santos, entre elas o próprio pai de Joselita, também vítima da primeira agressão.

 

A audiência de instrução é o primeiro procedimento do processo penal. Em seguida, o juiz decide se o acusado será pronunciado, ou seja, se há elementos suficientes que comprovem a materialidade dos crimes e se há indícios de autoria para ir a júri popular, que são os casos de crimes contra a vida.

 

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