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Confúcio desafia Ministério Público Eleitoral e dá início à campanha antecipada

POR ALAN ALEX

17 de Abril de 2018 às 11:03

Antecipada

 

Confúcio Moura, agora ex-governador, resolveu fazer uma visita na sede da Coordenação Regional de Ensino de Cacoal onde fez participou de uma reunião com servidores, em pleno horário de expediente, no auditório do órgão público. Pré-candidato ao Senado, pelo MDB, ele alega que foi ao local para “agradecer aos servidores pela fidelidade a seu governo”. Além dos servidores, que deveriam estar trabalhando nesse horário, estiveram presentes o diretor do DER de Cacoal e servidores da SEPOG no município. Sei não, mas até um tempo atrás o nome disso era campanha eleitoral antecipada. E era crime, mas…Tem que coibir

 

O Ministério Público Eleitoral precisa começar a agir contra essa prática e proibir o acesso de Confúcio em órgãos públicos. Fere o princípio da igualdade entre os candidatos, até porque é proibido fazer reuniões dessa natureza nesses locais. E não adianta dizer que “era só uma visita”. Confúcio era governador até duas semanas atrás, e todos que estavam ali foram nomeados por ele. Mesmo que ele não tenha pedido votos, apenas sua presença é desproporcional quando comparamos com as oportunidades que outros candidatos terão.

 

Em 2014

 

Confúcio e sua turma abusaram da máquina pública na campanha, e o Ministério Público Eleitoral parecia estar míope em relação a essas práticas. Foram usados computadores do governo para ataques a candidatos adversários, foram usados servidores públicos comissionados em distribuição de santinhos e até convenção com direito a churrasco e picolé, que custaram a cassação do mandato (depois reformada pelo TSE em uma sessão surreal). Que em 2018 essas práticas sejam abolidas de vez. É o mínimo que se espera do órgão fiscalizador. Ou vão pegar no pé apenas do Ivo Cassol?

 

Registro

 

Faleceu nesta segunda-feira em decorrência de problemas renais o ex-deputado federal e colega jornalista Maurício Calixto da Cruz, que apresentava o programa “A Hora do Povo” na Rádio Rondônia em Porto Velho. Maurício era uma figura ímpar, tinha um incrível vocabulário e sabia como poucos explicar os controversos cenários da política nacional. Fica o registro da coluna e os pêsames a todos seus familiares.

 

Mosca azul

 

Em entrevista a um jornal eletrônico do Cone Sul, a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB) afirmou que, “se Expedito Júnior não for candidato ao governo, eu serei”. Uma posição complicada de adotar levando em consideração que ela nunca foi do Executivo, e como legisladora seu mandato vem sendo marcado por entrega de prêmios. Mariana tem potencial, mas ainda um longo caminho a percorrer para encarar uma candidatura desse porte. O PSDB de Rondônia está bagunçado desde que o comando foi dividido entre o grupo de Mariana e o de Expedito Júnior. Tribo que tem cacique demais, não manda ninguém.

 

Das cinzas

 

E quem anda querendo ser candidato pela legenda é o ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes, que não conseguiu ser reeleito em uma época em que não existia redes sociais nem internet. Interessante que ele foi precedido por Chiquilito Erse e foi sucedido por Chiquilito. Guedes foi deputado federal constituinte e é de sua autoria a parte do inciso XII, do artigo 5º, da Constituição Federal, que permite a interceptação telefônica para fins de investigação criminal.

 

Foi, mas não foi

 

Valdo Alves, que na semana passada havia entregue uma carta ao governador Daniel Pereira pedindo exoneração, deu ré e em áudio enviado a grupos de Whatsapp disse que “vai ficar pelos próximos 30 dias para que seja feita uma transição”. As explicações, que duraram quase 13 minutos, foram alvo de revolta por parte dos educadores que ouviram. Entre as justificativas apresentadas por Valdo para deixar o cargo estava a de que ele iria para São Paulo “tratar de problemas de saúde”. Uma educadora que recebeu o áudio questionou no grupo, “hein, porque essa peste não trata da saúde aqui em Rondônia mesmo?. Que vá para o diabo que o carregue”. E essa foi a mais amena.

 

Agenda em Brasília

 

Na sexta-feira da semana passada uma comitiva de Rondônia, capitaneada pelo governador Daniel Pereira esteve em Brasília para uma série de audiências, foram 8 no total, sendo que a primeira foi com o ministro do Meio Ambiente. E lá o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho explicou, ao ser inquirido, os motivos que levaram os deputados estaduais a anularem o decreto do ex-governador Confúcio Moura que criava 11 áreas de reserva, “mostrei ao ministro que Rondônia se destaca por sua força no setor produtivo, sem deixar de cuidar do meio ambiente. Praticamente dois terços de nosso território é formado por reservas e unidades de conservação e não cabe a criação de novas áreas. Muito menos criar como essas que o Governo tentou, que é ocupada há anos por pessoas com título definitivo, escritura da terra. Ou seja, não se presta mais para ser unidades de preservação”.

 

Medicamento para o câncer de pulmão duplica sobrevida de pacientes

 

Um medicamento que utiliza o próprio sistema imunológico para combater o câncer, o pembrolizumabe, dobrou a expectativa de vida de pacientes com um tipo específico de câncer de pulmão: o NSNSCLC. Esse tipo de tumor não apresenta alterações genéticas no gene EGFR ou ALK e responde por cerca de 55% dos cânceres de pulmão. A nova droga foi combinada com quimioterapia e o estudo com os resultados foi publicado nesta segunda-feira (16) no “New England Journal of Medicine”. A pesquisa foi coordenada por Leena Gandhi, diretora do programa de oncologia torácica da New York School of Medicine, e patrocinado pela indústria farmacêutica Merck. De modo geral, as taxas de sobrevida foram superiores nos pacientes tratados com pembrolizumabe.

 

Esses pacientes também tiveram mais tempo de sobrevida em que ficou constatado que a doença não avançou. Ainda, dos pacientes tratados com pembrolizumabe + quimioterapia, o risco de morte foi reduzido em 51%, em comparação com aqueles tratados apenas com a quimio. Também entre os pacientes tratados com a terapia combinada, a chance de progressão em 48%. Em relação aos meses vividos, pacientes do tratamento viveram em média quatro meses a mais que os pacientes do grupo placebo. Foram 8.8 meses, contra 4.4.

 

Os cientistas observaram, no entanto, que o risco de lesão renal aguda foi levemente aumentado em pacientes que estavam recebendo a droga e quimioterapia (5,2% contra 0,5%). De modo geral, os efeitos colaterais mais comuns experimentados por ambos os grupos foram náusea, anemia e fadiga. O medicamento já é aprovado nos EUA para o tratamento do câncer de pulmão, com base em estudo anterior, de fase II, feito com menos pacientes. Pesquisadores apontam que a nova terapia se consolida como um novo padrão de tratamento nesses pacientes que não apresentam as alterações genéticas EGFR ou ALK.

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