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Valor da energia elétrica no Brasil varia de acordo com a cara de pau dos governantes

POR ALAN ALEX

27 de Abril de 2018 às 09:24

Bravata

 

Determinar que o serviço público funcione em uma segunda-feira que antecede um feriado é uma ação tão ineficaz quanto enxugar gelo. Medida hipócrita e populista que não colabora em nada com a dinâmica estatal, até porque quem vai trabalhar vai chateado e por vezes termina não cumprindo a função como deveria. Qualquer pessoa que já tenha visitado órgão público nessas condições sabe bem que a coisa não anda. Achar que isso é ser um bom gestor, é um engano redondo. Mas ai alguém vai dizer, “lá na minha empresa vamos trabalhar, porque o servidor público não pode?”, simples, porque ele é servidor público e você é empregado ou empresário.

 

Maldade

 

Um ex-servidor da Assembleia gravou alguns áudios difamando o presidente da Casa, deputado Maurão de Carvalho, com futricas e atos rasteiros, que quem convive com Maurão, seja na Assembleia ou no dia a dia, sabe que são inverdades, atacando-o inclusive na vida privada. Ao tomar conhecimento do fato, o deputado registrou ocorrência policial e deve abrir processo cível contra o sujeito, que já responde por crimes de assédio sexual contra servidoras da Casa, o que resultou em sua demissão.

 

A culpa não é apenas do ICMS

 

As distribuidoras de energia do país inteiro, ao serem confrontadas pelos consumidores sobre os altos preços cobrados pelo serviço, costumam responsabilizar os governos estaduais, alegando que “o ICMS é o culpado”. E é, mas apenas em parte. Um rápido levantamento feito por PAINEL POLÍTICO em diferentes regiões do país (leitores enviaram as contas), foi possível perceber que a variação é brutal, mas isso reflete pouco no preço final da conta, até porque vários estados trabalham com faixas de impostos. Vou explicar.

 

Variação

 

Tomando por base a tarifa residencial, no Distrito Federal, por exemplo, consumidores de até 50 kWh por mês, estão isentos do ICMS, de 51 a 200, é cobrado 12% sobre o valor da conta, de 201 a 300, 18%, de 301 a 500, 21% e acima de 500, 25%. Em Rondônia, quem consome até 220kWh por mês, paga 17% sobre a conta, e acima disso 20%. No Rio Grande do Sul o consumo de até 50 kWh gera uma cobrança de 12% de ICMS e acima disso, 30%. No Acre, por exemplo, quem consome até 100 kWh, é isento de ICMS, de 101 a 140, paga-se 16% e acima disso 25%. No Goiás, quem consome acima de 80 kWh paga 29%. É bom ressaltar que estamos tratando apenas e somente do ICMS, apontado como o “vilão”, mas não é bem assim. a distribuição também colabora, e muito, no aumento da tarifa.

 

Mas, o problema mesmo

 

Está na má-vontade política de resolver a questão. No Brasil a população é extorquida na cara dura, e recebe um serviço, em sua maioria, porco por parte das companhias, sejam elas públicas ou privadas. Em Brasília, por exemplo, a CEB chega ao cúmulo de dar um prazo de 5 dias para religações, e acredite, eles religam no último minuto do quinto dia. Também tem quedas de energia, apagões e oscilações. Rondônia a situação é caótica e o cenário se repete nos demais estados. O problema energético é gravíssimo e ao que tudo indica, está longe de ser resolvido. Mas tão grave quanto isso, é o valor pago pelo cidadão.

 

Se rouba e perde

 

Uma das justificativas das companhias, que elas não detalham nas faturas, mas que todos nós pagamos, é o desvio e perda de energia elétrica. Calcula-se algo entre R$ 6 a R$ 8 bilhões por ano, e acredite, esse valor é rateado por quem paga direitinho. Mas o cerne da questão é que vivemos em um país onde grande parte da população tem baixa renda, e entre comprar uma lata de leite para o filho ou pagar a conta de energia, o cidadão não pensa duas vezes. E voltamos ao ponto onde o Estado brasileiro mata suas galinhas dos ovos de ouro. Se a energia elétrica tivesse um valor justo e mais acessível, a inadimplência e os desvios reduziriam drasticamente, mas prefere-se cobrar muito, perder muito e sufocar ainda mais.

 

Espaço na agenda

 

Iacira Moura conseguiu abrir um espaço em sua agenda presidencial e convocou para o próximo dia 4/5 a Assembleia Extraordinária da Caerd, que vai entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 7/5, conforme assembleias realizadas pelos servidores nesta quinta-feira. Eles estão sem receber desde janeiro deste ano.

 

Curioso

 

É que Confúcio Moura anda espalhando por ai que “deixou R$ 50 milhões no caixa do governo”.

 

E ai Daniel?

 

Daniel Pereira disse que “em 30 dias de seu governo a população sentiria a diferença na área da segurança pública do Estado”. Faltam apenas 10 dias para os 30, e até agora nem o coronel bombeiro foi exonerado. Se a tal “mudança” depender dessa turma que estava na gestão de Confúcio, salve-se quem puder.

 

Laboratório brasileiro testa vacina com resultado duradouro contra o câncer

 

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia de Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), desenvolveram uma combinação de vacinas contra o câncer com resultados duradouros quando testada em camundongos. A vacina tem por objetivo estimular o sistema imune contra células tumorais que antes passavam desapercebidas. Uma vez detectadas, o próprio corpo passa a combatê-las. Esse tipo de estratégia já é conhecida e descrita na literatura médica. O que os pesquisadores brasileiros fizeram foi combinar diversas vacinas e observaram resultados promissores. Os ensaios do grupo de pesquisadores brasileiros estão sendo redimensionados para células humanas. O processo, até a aplicação em pacientes, poderá demorar até oito anos. Atualmente, o laboratório faz parcerias com outras instituições, a fim de receber tumores e sangue humano. A criação de vacina contra o câncer é um objetivo buscado por diversos pesquisadores. Elas foram inicialmente desenvolvidas pelo norte-americano William Coley (1862-1936), que fez experimentos no início dos anos 2000. Atualmente, o modelo mais bem sucedido é a vacina GVAX, testada em camundongos com células de melanoma injetadas na cauda. Normalmente, o tumor se desenvolve no pulmão e causa a morte do animal em aproximadamente 28 dias. O quadro é revertido com a aplicação da GVAX, que aumenta a expectativa de vida do animal. Apesar dos bons resultados em roedores, ainda não foi observado o mesmo desempenho da GVAX nos ensaios com humanos.

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