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Nós não somos golpistas, somos as vítimas dos que estão cumprindo pena

POR SÉRGIO PIRES

21 de Maio de 2018 às 08:11

Nós não somos golpistas, somos as vítimas dos que estão cumprindo pena

FOTO: (DIVULGACÃO)

O maior entre os ladrões está preso. É golpe. Seu braço direito, também ladrão, está na cadeia. Golpe. Seu homem de confiança das finanças, está enjaulado. Golpe.  Os responsáveis pela arrecadação de dinheiro para seu partido, estão cumprindo pena ou já a cumpriram. Tudo golpe. Não tivemos governantes, tivemos uma quadrilha. Já há vários dos seus membros condenados e há outros tantos a caminho das penitenciárias. Tudo isso foi um golpe? Nós, fascistas, não podemos protestar contra esses vagabundos, que se associaram para nos roubar, porque, para os discursos deles, somos nós os golpistas. Não eles, que destruíram a Petrobras e que se associaram a empreiteiras corruptas. Não eles, que transformaram os bancos públicos em fábricas de dinheiro para enriquecer a turma toda e mandar dinheiro para ditaduras do exterior. Não eles que usaram os pobres e miseráveis, colocando-os sob seus tacões, para manterem-se no poder. Não eles, que acabaram com a economia do país, colocando mais de 13 milhões de brasileiros atirados à rua, sem emprego. Mas somos nós os golpistas! Somos nós que, ao chamar esses assaltantes dos cofres do povo brasileiro de ladrões, criamos o que eles chamam de discurso de ódio. Não são eles os vilões, somos nós! É todo o Judiciário, que inventou provas, que julgou politicamente, que, num conluio jamais visto na História, condenou pobres inocentes a penas de cadeia, em alguns casos a mais de 30 anos, mas apenas para destruir a maravilha que eles, os atuais presidiários, defensores do povo, estavam criando para nosso Brasil, tal qual o grande presidente Nícolas Maduro está criando para o povo venezuelano. São eles as vítimas e nós todos, que somos trabalhadores, batalhadores, que construímos esse país com nosso suor, somos os golpistas!

 

Ora, excetuando-se os iguais a eles e os ignorantes, levados pelo desconhecimento e pela total falta de acesso à verdade, quem ainda dá bola para o besteirol do que eles chamam de golpe; para o palavreado idiotizado do “Lula Livre!”; para os “golpistas de toga”; para a mediocridade que tenta cegar a população, dizendo que quem não aplaude a roubalheira, a sacanagem, a impunidade, prega apenas o discurso de ódio? Até quando os ignorantes e miseráveis continuarão sendo enganados pela conversa do golpe? Ou começarão, em breve, a achar que há algo de errado, quando aquele em que pensam em votar para Presidente, está cumprindo uma pena na cadeia, não por suas ideias ou pela defesa dos pobres, mas por ser ladrão? Por chefiar a maior quadrilha que já assaltou os cofres públicos do país? Fora criminosos! De todos os partidos. De todas as correntes de pensamento. De todos os “movimentos”! De todas as facções. Os golpistas foram vocês todos. Nós, a quem chamam de golpistas, fomos suas vitimas, isso sim! 

 

ÍNDIOS NÃO SÃO IDIOTAS. MAS HÁ QUEM SEJA...

 

Alguém aí lembra das inúmeras vezes em que a Polícia Federal e autoridades ambientais garantiram, publicamente, que não havia mais garimpo ilegal em áreas indígenas de Rondônia e que nossa riqueza (principalmente os diamantes), estava protegida? Pois é. Houve quem acreditou. Mas uma nova ação policial, aliás, liderada pela própria PF, na semana passada, confirmou que o tal isolamento de áreas de garimpo, como em Roosevelt, dos índios Suruí, é apenas exercício da mais pura ficção. A operação dessa vez foi de combate á extração ilegal de diamantes na terra indígena 7 de Setembro, também dos Suruís, na divisa com Mato Grosso. Obviamente, no pós operação, a PF repetiu o que todos sabemos: que há participação direta dos índios no garimpo ilegal. Claro que há. Os índios podem ter suas dificuldades, mas não são burros como as leis brasileiras. Eles são obrigados a viver na miséria, sem perspectivas, sem nada, mesmo sentados em cima de fortunas incalculáveis, que pertencem a eles, porque autoridades brasileiras, que se acham geniais, preferem ver essa gente toda morrer a míngua, do que criar garimpos organizados, controlados pelo Estado, com pagamento de um percentual bastante significativo às tribos. O importante não é salvar vidas e dar dignidade aos índios: é manter o discurso e as ações burras de que nossa riqueza tem que ficar intocada, para atender também o clamor das ONGS. Idiotas!

 

FÁTIMA, O RETORNO!

 

Ela está de volta! Depois de ser eleita por mais de 200 mil votos em 2002, para um mandato de oito anos, ela não conseguiu mais voltar à vida pública pelo voto. Assumiu cargos secundários no governo federal, enquanto o PT era governo, mudou-se para São Paulo e voltou a Rondônia onde, agora, lança-se como pré candidata do partido ao Senado. Neste próximo sábado, dia 26, durante encontro regional em Ji-Paraná, o PT deve oficializar o nome de Fátima para a disputa e deve também confirmar que desiste de lançar candidatura própria ao Governo, embora o nome do jornalista Paulo Benito tenha aprovação dentro do partido. Os petistas, contudo, querem coligar-se e o farão, principalmente com o PDT de Acir Gurgacz e o PSB de Daniel Pereira e Mauro Nazif. Hoje, maior nome do partido no Estado, o presidente regional e deputado estadual Lazinho da Fetagro decidiu apenas concorrer à reeleição. Chegou a ser cogitada sua candidatura ao Governo, mas ele não topou!

 

OS PADRES E A ELEIÇÃO

 

Dois religiosos, um ainda na ativa, ambos oriundos do PT, também estarão na disputa em outubro. O primeiro deles é o ex prefeito de Cacoal, por dois mandatos, o padre Franco Vialetto, antes um petista  de carteirinha e hoje um neodireitista, com ficha assinada no PP. Vialetto, que deixou a Prefeitura sob muitas críticas no final do mandato, saiu dos quadros petistas e ingressou no partido liderado pelo ex governador Ivo Cassol e presidido por Jaqueline Cassol, ela também pré candidata à Câmara Federal. Padre Franco quer uma cadeira no Congresso. O outro, ainda radical do petismo, é o agora ex Padre Ton, que hoje é vice prefeito em Alto Alegre dos Parecis, cidade, aliás, onde ele foi prefeito por duas vezes. Padre Ton, que manteve o apelido, apesar de ter deixado a batina e se casado, foi deputado federal atuante e disputou o Governo do Estado pelo PT. Quer agora chegar à Câmara, via eleições de outubro. Os dois têm chances reais? Só as urnas responderão!

 

ONZE MILHÕES NA RUA DA AMARGURA

 

Há vários dados assustadores, perto do apavorante, nos números divulgados nesta semana pelo IBGE, em relação ao desemprego e os milhões de brasileiros que estão fora do mercado de trabalho. O fato de termos quase 28 milhões de pessoas sem trabalho pleno, por si só, já é extremamente preocupante. Mas piora tudo quando se descobre que há ainda, entre um total de 48 milhões e 500 mil pessoas, com idades entre 15 e 29 anos, perto e 11 milhões e 100 mil que não trabalham e nem estudam. Ou seja, não estão na faculdade, nem em cursos técnicos, nem em qualquer contexto de qualificação profissional. Tal grupo representa 23 por cento dos jovens brasileiros. Ou seja, em cada dez, 2,3 não fazem absolutamente nada na vida, estão na rua da amargura. Esse número equivale a quase toda a população de Cuba, por exemplo; a três vezes toda a população do Uruguai e a quase duas vezes a população do Paraguai. Pode haver notícia ainda mais devastadora? Infelizmente sim. O IBGE constatou que esse número de jovens, que fazem parte de uma grupo chamado de “nem nem” ou seja, nem trabalham, nem estudam, está crescendo ano a ano. Terrível!

 

BADERNA INTERROMPIDA

 

Até que enfim, uma reação! Na noite de quinta-feira, a Polícia Militar acabou com a baderna que se instalou na BR 364 em Rondônia, cumprindo ordens da Justiça Federal, para que os bloqueios da rodovia fossem liberados. Em dois pontos – Nova Mutum e Vista Alegre do Abunã – os responsáveis pelo delito saíram sem grandes contestações, embora prometessem voltar em breve. Já em Nova Califórnia, alguns mais afoitos, achando que ainda vivemos no país do PT, onde a autoridade que vai cumprir a lei pode ser ofendida, tentaram reagir e acabaram levando umas bordoadas. Claro que não se apoia qualquer tipo de agressão, mas a PM tem que reagir com todo o rigor que a lei permite, quando é atacada ou ofendida. Espera-se que a partir de agora as autoridades comecem a fazer valer a lei, principalmente a que determina a proibição de bloqueios em rodovias; que façam cumprir o sagrado direito de ir e vir da Constituição e acabem com essa esculhambação. Compreende-se as reivindicações e o fato do povo estar de saco cheio, pelo abandono de quase todos os serviços públicos. Mas que vá protestar de outras formas. Quem sabe não  elegendo e reelegendo os mesmos incompetentes de sempre? Podem fazer de tudo, menos bloquear BRs. E muito menos querer enfrentar a PM.

 

ENFIM, O BEM VIROU NOTÍCIA...

 

Ainda há alguma esperança, neste país das redes sociais canalhas e das agressões anônimas; dos ataques brutais a inocentes e de julgamentos públicos que incineram biografias, do dia para a noite. Ainda há esperança neste país onde a legislação protege menores bandidos, inclusive os que agridem professores dentro das salas de aula, só faltando receber os aplausos dos seus pais e de alguns setores da sociedade, excetuando-se, claro, todas as pessoas de bem. As crianças bondosas e queridas, que existem e são a maioria, renovam um pouco a esperança num país melhor. Como as que fizeram uma rifa e arrecadaram 400 reais para ajudar seu professor, na cidadezinha de Brejo Santo, no sul do Ceará, que leciona há dois meses sem receber um tostão de seus salários. O jovem professor não suportou a emoção e a solidariedade dos seus alunos e caiu no choro. Recebeu um abraço coletivo, filmado e colocado na internet, q eua acabou bombando, agora pelo lindo exemplo. Apesar da valorização da mediocridade, das homenagens ao mal; dos altares feitos aos que não prestam, é sempre bom lembrar que a grande maioria dos brasileiros é de gente boa, trabalhadora, decente, séria. Finalmente, o bem virou notícia. Há sim que se ter esperança, então!

 

PERGUNTINHA

 

Qual sua opinião sobre o caso ocorrido em Rolim de Moura, que virou notícia nacional, em que o noivo rompeu o relacionamento e pede, na Justiça, todos os presentes de volta, ao descobrir que a jovem, agora ex,  é garota de programa?

 


 

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Sérgio Pires

Colaborador do Gentedeopinião: Sérgio Pires, experiente jornalista e que atua na SIC TV e diariamente apresenta o "PAPO DE REDAÇÃO" na rádio Parecis FM.

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