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Não sei o que o prefeito está esperando para decretar calamidade na saúde?

POR VALDEMIR CALDAS

15 de Janeiro de 2018 às 14:04

Pode parecer exagero, mas se eu estivesse prefeito de Porto Velho já teria decretado estado de calamidade na saúde. Sinceramente, não sei o que o doutor Hildon Chaves está esperando. Nenhum outro setor de sua administração revela profunda deterioração nos serviços que presta quanto o da saúde.

 

Sucessivas mudanças para evitar o completo caos do atendimento à população redundaram inócuas. Em menos de um ano, o prefeito já trocou secretário, mexeu na Comissão Permanente de Licitação (CPL), trazendo a parte da saúde para a Semusa, para tentar dar mais celeridade às ações do setor, mas o tiro saiu pela culatra. Os processos de compra de medicamentos se arrastam há meses. Quando se imagina que a licitação vai sair do papel, aparece um erro no processo. E ai, tudo de volta à estaca zero.

 

O novo secretário, sanitarista Orlando Ramires, assumiu prometendo corrigir antigas mazelas, mas não conseguiu ir além do discurso. Basta ir a qualquer unidade de saúde para atestar o que se afirma acima. Houve, inclusive, quem jogasse a culpa nas costas de médicos que, eventualmente contrariados em seus interesses, estariam boicotando o recém-nomeado secretário. Agora, porém, o prefeito vem a público e fala que o problema da saúde e administrativo.

 

Apesar disso, insiste em manter com a cabeça grudada ao pescoço os mesmos personagens que comandam o setor, quando, na verdade, deveria mandá-los para casa. Afinal, foi para colocar a cidade nos trilhos do progresso, que milhares de porto-velhenses depositaram nele a sua confiança, por meio da manifestação de seus sufrágios eleitorais.

 

Tem o doutor Hildon sobre os ombros a responsabilidade, portanto, de gerir os destinos do município. Se o prefeito sabe que o problema da saúde é de gestão, que se proceda às mudanças necessárias de um sistema moribundo. A verdade precisa ser dita, sempre. A qualidade da saúde pública em Porto Velho é uma das piores do Brasil. Convém tomar consciência desse fato e lutar para inverter essa situação. O resto é conversa fiada para boi dormir.

 

Já passou da hora de descruzar os braços, colocar o populismo de lado, aprender a selecionar prioridades, e agir. Não sei o que o prefeito está esperando para decretar estado de calamidade na saúde.

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Valdemir Caldas

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