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A mudança de postura na saúde municipal é uma necessidade vital

POR VALDEMIR CALDAS

16 de Março de 2018 às 10:11

É impressionante – e, às vezes, chega a causar asco – a facilidade com que assessores do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, encastelados na Secretaria Municipal de Saúde, têm para dar desculpadas esfarrapadas, mesmo quando se trata de assuntos inerentes à vida das pessoas.

 

Há seis meses, falta vacina nas unidades de saúde do município para imunizar crianças contra difteria, tétano, hepatite B, dentre outras doenças. A denúncia foi feita da tribuna da Câmara Municipal de Porto Velho, pelo vereador Aleks Palitot, na sessão plenária de segunda-feira (12), e repercutida pela coluna.

 

O que se esperava do pessoal que o prefeito nomeou para comandar a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) era, no mínimo, uma resposta convincente, e não a mesma conversa afiada de sempre, como se a sociedade fosse constituída apenas de imbecis.

 

Vamos tirar as escamas dos olhos, ter humildade e cair na real. O sistema de saúde municipal está carcomido pelo vírus da incompetência. A situação denunciada pelo vereador Palitot é apenas aponta do iceberg no mar revolto de precariedades em que vive o portovelhense em matéria de assistência médica. E o pior é constatar que os problemas, em vez de diminuírem, vão-se acumulando ao longo dos dias, meses e anos.

 

Vamos tirar as escamas dos olhos, ter humildade e cair na real. O sistema de saúde municipal está carcomido pelo vírus da incompetência. A situação denunciada pelo vereador Palitot é apenas aponta do iceberg no mar revolto de precariedades em que vive o portovelhense em matéria de assistência médica. E o pior é constatar que os problemas, em vez de diminuírem, vão-se acumulando ao longo dos dias, meses e anos.

 

Descaso é o termo apropriado para qualificar o estado em que se encontra a saúde municipal. É como se as nossas autoridades não se condoessem com o sofrimento daqueles que passam horas numa fila esperando atendimento e, depois, deixam a unidade de saúde sem a medicação, simplesmente porque não há.

 

O distanciamento com que os gestores públicos vêm tratando o problema da saúde denuncia um velho jeito de administrar que já não mais se sustenta, visto que se baseia na inexistência de ações planejadas entre município, governos estadual e federal, prevalecendo, assim, o jogo da improvisação, deixando, com isso, toda uma população entregue à própria desdita. A mudança de postura na SEMUSA é uma necessidade vital, mas parece que só o prefeito ainda não se deu conta disso.

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Valdemir Caldas

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