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Mudam os nomes, mas a violência não diminui

POR VALDEMIR CALDAS

30 de Abril de 2018 às 08:27

Porto Velho não pode continuar submetido ao medo, qualquer que seja a alegação das autoridades responsáveis pela segurança da população. A cada troca de inquilino no palácio Getúlio Vargas são anunciadas mudanças de nomes nos comandos da segurança pública, aquisição de novos equipamentos e adoção de medidas supostamente destinadas a estancar a onda de selvageria que domina a capital porto-velhense.

 

Com o passar do tempo, contudo, percebe-se que o dispêndio de vultosas somas de recursos não saiu das planilhas oficiais. Veem-se algumas viaturas circulando pelas ruas da cidade, sem que essa movimentação se traduza na oferta de mais paz e tranquilidade aos moradores. Pelo contrário, os números da violência têm crescido, significativamente, em suas mais diferentes modalidades.

 

Em contrapartida, cresce, também, a intranquilidade de todos. Antes, quem tinha um pequeno patrimônio era alvo preferencial dos bandidos; hoje, porém, uma simples saída de banco representa risco de morte. Não satisfeitos com os danos causados ao patrimônio, os marginais ainda investem contra a integridade física das vítimas.

 

Se as nossas autoridades tivessem consciência de o quanto a insegurança interfere na redução do potencial econômico de muitos negócios que contribuem substancialmente para o desenvolvimento do Estado e, portanto, dependem de ambiente favorável para continuarem crescendo, gerando, assim, mais emprego e renda e aumentando a receita estadual, por certo, haveria mais preocupação em se mudar alguma coisa.

 

Os delitos se repetem com uma velocidade incrível. Enquanto isso, o máximo que se observa é o tráfego de viaturas, parando um pouquinho nos locais em que se registra a presença de indivíduos suspeitos, ou, então, os abordando nas ruas.  Mudam os ocupantes dos postos e os nomes das estruturas organizacionais na segurança pública, mas a violência não diminui.

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Valdemir Caldas

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