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Mandantes e mandatários

POR VALDEMIR CALDAS

31 de Julho de 2018 às 09:16

 

 (*) Valdemir Caldas

 

 

 

Segundo Maquiavel, a história é a mestra dos atos humanos, principalmente dos governantes, e que o mundo sempre foi habitando por homens com as mesmas paixões, sendo uma delas, o poder. No fundo, somos vaidosos e egoístas por natureza. Alguns não recusam a prática do mal nem quando são ameaçados pela força da lei. Julgam-se senhores absolutos de tudo e de todos. 

 

A queda de braço entre seguidores de um ex-governador e candidato ao senado e de um senador e candidato à reeleição, dá bem loquaz testemunho do que Maquiavel sentenciou sobre a paixão pelo poder, realçando, dentre outras coisas, quem tem o poder de mandato e quem, por conseguinte, o dever de obedecer.

 

Deplorável, no episódio, sob todos os aspectos, a postura de um ex-deputado estadual, que de político respeitado e atuante nos tempos do governador Jorge Teixeira, passou à condição de menino de recado de um senador, sem nenhum pejo.

 

A questão exposta não foi apenas melancólica. Foi, acima de tudo, uma revelação dura e cruel sobre a pouca importância dada aos graves e complicados problemas que a população de Rondônia enfrenta, com relevo para as péssimas condições em que se encontra o sistema público de saúde.

 

Desgraçadamente, enquanto dirigentes partidários se enfrentavam numa batalha mais particular e que dizia respeito aos seus planos para o futuro, moradores dos cinquenta e dois municípios rondonienses travam outra luta: sobreviver. No interior, isso significa superar a onda de selvageria que é praticada contra a população, abandonada, esquecida e desrespeitada pelos que dizem representá-la.

 

Em Porto Velho, os problemas explodem, com uma diferença, têm visibilidade. Mas, também aqui a população quer respostas do poder público para os seus dramas e as suas necessidades. Parece inacreditável, mas, em algumas unidades de saúde do município, falta até Dipirona nas prateleiras das farmácias.

 

A disputa entre grupos políticos pelo lançamento de candidaturas não pode sobrepor-se aos sagrados interesses da população, mas foi exatamente isso o que se assistiu nos dias que antecederam a convenção. Ao representante do povo (presidente da República, governador, prefeito, senador, deputado federal e estadual, vereador) cabe pegar o leme da nau, chamar para si a responsabilidade, e conduzi-la pela melhor rota, a partir dos anseios sociais, e não da vontade individual de grupos políticos.

 

 

 

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