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Tudo como dantes no quartel de Abrantes

POR VALDEMIR CALDAS

17 de Outubro de 2018 às 17:18

Há um dito popular que assegura o furo em uma pedra dura, desde que a água bata, insistentemente, sobre aquela. Por isso, a reiteração, através dos meios de comunicação, de temas que representam verdadeiros focos de intranquilidade.

 

Hoje, independente do grau de escolaridade, classe social, cor, sexo ou religião, o cidadão sabe muito mais sobre segurança pública, saúde e corrupção, apenas para ficar nesses exemplos, do que seus antepassados.

 

E não é sem motivo. À medida que o tempo passa, agravam-se tais problemas. Daí porque a insistência com que são tratados, principalmente nos períodos eleitorais, quando aparecem salvadores da pátria prometendo ao povo o reino encantado da fantasia. Na campanha, falam uma coisa. Uma vez alçados ao poder, porém, fazem exatamente o oposto.

 

Estamos a pouco menos de onze dias da eleição para a escolha do governador de Rondônia. Independente de quem esteja sentado na principal cadeira do palácio Getúlio Vargas, a partir de janeiro de 2019, à semelhança de muitos rondonienses, não alimento nenhuma esperança de soluções milagrosas para esses e outros problemas crônicos.

 

Não é preciso ser especialista em coisa nenhuma para saber que a segurança pública vai de mal a pior, que a saúde está na UTI e que a educação pública faliu, pois os reflexos são cada vez mais visíveis. Só os burocratas e bajuladores oficiais insistem em não enxergarem a realidade. E o pior é que não há sinal de luz no final do túnel.

 

É hora, portanto, de redobrar as orações. Se possível, de joelhos e com os olhos voltados para o Céu, à espera de um milagre. Olha-se para Rondônia e vê-se que o nosso Estado está muito doente. E não se diga, contudo, que é por falta de recursos. Dinheiro há. O que falta, mesmo, é seriedade na aplicação dos recursos, visando aplacar os problemas que afligem o dia a dia da nossa gente. Hoje, muitos são os planos e programas de salvação estadual, mas a maioria deles não passa de embuste eleitoreiro para atrair eleitores incautos, pois, somente assim, tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes.

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Valdemir Caldas

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