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Brasil – um país que se acostumou a esperar por tragédias

POR VALDEMIR CALDAS

21 de Março de 2019 às 08:18

 

A tragédia que abalou a cidade de Suzano ecoou pelos quatro cantos do país, assim também como aconteceu com a catástrofe em Brumadinho. Antes, porém, tivemos, em Mariana, o maior desastre da história ambiental do Brasil.

 

No Congresso Nacional, como sempre, pipocaram discursos inflamados, carregados de retórica, sem nenhum efeito prática. Em ocasiões como essa, logo aparece alguém defendendo mudanças radicais na legislação para enquadrar os culpados, não importando a natureza do crime. Até em Porto Velho houve quem estufasse o peito e falasse grosso.

 

Quem não se recorda do famoso Plano de Segurança Nacional, aprovado no governo Fernando Henrique Cardoso. Eu, você e muitos brasileiros, não é verdade? Só que ele não conseguiu ir além. Tanto que, de lá para cá, a mapa da violência cresceu absurdamente, gerando frustação na opinião pública, que esperava que as medidas aprovadas fossem levadas adiante e implantadas adequadamente.

 

É fácil identificar o descaso com que a violência no Brasil é tratada, tanto pelos governos quanto pelos demais poderes – Legislativo e Judiciário. O assunto, quando ganha notoriedade, é pelos efeitos espetaculares que produz.

 

Quando uma desgraça acontece, faz-se, então, um debate relâmpago, lançam-se criticas em várias direções e são anunciadas medidas que jamais sairão do papel, pois acabam elas sendo esquecidas nas gavetas dos gabinetes oficiais. Oferecem um paliativo à população e, depois, o esquecimento tem sido o caminho seguido.

 

É preciso que haja por parte das autoridades responsáveis pela segurança de seus concidadãos seriedade e maturidade na tomada de decisões. Esse negócio de ficar esperando que os brasileiros tenham que experimentar uma nova tragédia para que medidas de segurança possam ser adotadas, não cabe mais na moldura dos tempos atuais.

 

 

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Valdemir Caldas

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