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O problema do lixo

POR VALDEMIR CALDAS

11 de Setembro de 2019 às 14:32

O problema do lixo em Porto Velho parece uma coisa crônica. A prefeitura até que se esforça para fazer a sua parte, mas esbarra na cultura alimentada por moradores porcalhões, que teimam em descartar lixo em córrego e nas ruas, resultando na proliferação de animais peçonhentos e na ocorrência de inundações.

 

Por outro lado, a empresa contratada pela coleta de lixo não tem maquinário suficiente para atender a demanda. Assim, para se atingir um nível razoável, torna-se inadiável a compra de novos carros para o recolhimento e o aumento do quadro de funcionários, não somente para a coleta, mas, também, para a limpeza preventiva indispensável das ruas e dos córregos, onde o lixo se acumula à espera da chuva, que vai arrastá-lo para as partes mais baixas da cidade. E, quando as chuvas chegam, o problema aflora.

 

Um simples olhar pelos declives de qualquer via pública é suficiente para se notar a montanha de detritos que são jogados, não só pelas crianças, como também, em sua grande maioria, pelos adultos que, por completa irresponsabilidade e desamor para com a cidade, não pensam duas vezes em danificar o sistema ecológico do nosso planeta, jogando garrafas e corpos de plástico de qualquer tamanho, além de papéis de toda a espécie.

 

Alguns falam em campanha publicitária de esclarecimento direcionada à população. Sinceramente, não sei se isso ajudaria em alguma coisa. Há uma cultura da imundícia, da porcaria, da sujeira, enfronhada na mente de muita gente, que campanha nenhuma seria capaz de extirpá-la. São pessoas incapazes de medir a dimensão do erro que cometem por não colaborar com a limpeza das ruas, colocando a nossa cidade entre as mais sujas do país.

 

A prefeitura precisa agir com mais rigor na aplicação da lei contra os que emporcalham a cidade de Porto Velho. Se os que sujam as ruas, irresponsavelmente, seja por que motivo for, recebessem advertência por parte das autoridades, que, num segundo aviso, fosse transformado em trabalho comunitário e, num eventual terceiro aviso, começasse a receber multas progressivas, evidentemente que, em algum momento, a situação teria de mudar com resultados compensadores. Ou não?

 

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Valdemir Caldas

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