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Opositores abrem fogo contra Dilma em debate na TV

O fogo cruzado no debate organizado pela "Rede Record", com a intenção de combater os 40% de intenções de voto que as últimas pesquisas dão à presidente, obrigou Dilma a pedir várias vezes o direito de resposta, e a usar suas intervenções para se defender

DA REDAÇÃO

29 de Setembro de 2014 às 08:11

Opositores abrem fogo contra Dilma em debate na TV

FOTO: (Divulgação)

Os candidatos da oposição às eleições presidenciais do próximo domingo aproveitaram neste domingo um debate na televisão para abrir fogo contra a presidente Dilma Rousseff, que aspira à reeleição, e que centrou seus ataques na ecologista Marina Silva, sua principal rival.

Os seis candidatos opositores se revezaram em seus ataques contra Dilma, favorita nas pesquisas, e criticaram o Governo por assuntos como o escândalo de corrupção que envolve a Petrobras, a crise no setor de energia elétrica, o descontrole da inflação, a insegurança, as altas taxas de juros e até a suposta falta de investimento nas Forças Armadas.

O fogo cruzado no debate organizado pela "Rede Record", com a intenção de combater os 40% de intenções de voto que as últimas pesquisas dão à presidente, obrigou Dilma a pedir várias vezes o direito de resposta, e a usar suas intervenções para se defender de acusações que tenham ficado no ar.

Mas a necessidade de se defender não impediu que a presidente fizesse uma forte crítica a Marina Silva, que até há poucos dias aparecia como favorita para vencer as eleições, e de quem exigiu "coerência".

"A senhora mudou de partido quatro vezes. Mudou de opinião sobre assuntos fundamentais para o país, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que seu programa de governo inicialmente apoiava e passou a rejeitar", atacou Dilma.

"Atitudes como essas geram insegurança, e governar o Brasil exige coerência e posições claras", acrescentou, ao adotar um discurso que o PT vem usando para ressaltar as contradições da ecologista, e que aparentemente vem dando resultados e diminuindo o apoio que a ex-senadora e ex-ministra de Meio Ambiente tem nas pesquisas.

Segundo mostram as últimas pesquisas, Dilma ganharia as eleições do próximo domingo, mas não chegará a superar 50% dos votos, por isso que deverá disputar um segundo

turno com Marina no dia 26 de outubro.

Nesse eventual segundo turno, segundo a última pesquisa, Dilma seria reeleita com 47% dos votos, contra 43% de Marina.

Em sua tentativa de continuar reduzindo o apoio da ecologista, Dilma também citou suas incoerências ao dizer que tinha votado a favor de um imposto para financiar a saúde, quando na realidade o rejeitou, e por dizer que reduziria o crédito dos bancos públicos antes de se desdizer.

"Não se pode tomar uma posição hoje e trocá-la amanhã. Não se pode ter dois pesos e duas medidas", insistiu Dilma, que dedicou mais tempo para se defender dos ataques que para apresentar suas propostas.

Um dos mais duros críticos de Dilma foi o social-democrata Aécio Neves, terceiro nas pesquisas, e que insistiu em respostas para os escândalos da Petrobras e até acusou a governante de defender o diálogo com terroristas.

"Dilma protagonizou um dos mais tristes episódios na história da política externa brasileira, ao comparecer esta semana à ONU para fazer elogios de seu governo e propor um diálogo com o Estado Islâmico, que está decapitando pessoas", afirmou em uma de suas intervenções, e ao destacar a rejeição da presidente à aliança de vários países para bombardear os jidahistas na Síria.

Aécio também criticou Dilma por ter investido em usinas eólicas, que não podem ser aproveitadas por falta de linhas de transmissão.

"Nossas empresas (estatais) foram tomadas por um grupo político que as usa para se manter no poder. A cada debate há uma denúncia nova contra a Petrobras. É isso que é preciso mudar no Brasil", disse o social-democrata, negando que tenha planos para privatizar a companhia petrolífera.

"Quero, ao contrário, reestatizá-la e retirá-la das mãos de um grupo que a tomou e faz negócios com ela há 12 anos", disse Aécio.

Marina, por sua vez, criticou a política do Governo para o setor de etanol que, assegurou, provocou o fechamento de 70 usinas e a perda de 60 mil empregos.

No debate também participaram quatro candidatos cujas intenções de voto não chegam a 1%: a esquerdista Luciana Genro, o verde Eduardo Jorge, o social-cristão Everaldo Pereira e o direitista Levy Fidélix.

Este último provocou risos no auditório ao assegurar que o Governo não investia nas Forças Armadas para facilitar no futuro uma invasão dos "países bolivarianos", e que Dilma financiava a revolução cubana mediante a contratação de médicos desse país, além de pronunciar-se de forma radical e até grosseira contra o casamento entre homossexuais.

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