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LAVA JATO - PF prende ex-diretor da Petrobras

De acordo com a PF, quem ainda não foi localizado está automaticamente impedido de deixar o país. Haverá, inclusive, controle de passaporte em aeroportos.

DA REDAÇÃO

14 de Novembro de 2014 às 10:46

LAVA JATO - PF prende ex-diretor da Petrobras

FOTO: (Divulgação)

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira seis mandados de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 49 mandados de busca e apreensão - num total de 85 mandados judiciais, na sétima fase da Operação Lava-Jato, que investiga desvios e lavagem de dinheiro, boa parte ligado a obras da Petrobras.

Nesta nova fase da Operação Lava-Jato, por volta das 7h, a PF prendeu o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato Duque, indicado pelo PT, em sua casa, na Barra. Também foram presos executivos de construtoras: Ricardo Pessoa, presidente da UTC; José Ricardo Breghirolli, da OAS; Edson Fonseca, da Galvão Engenharia, Othon Zanoide Filho, diretor da Camargo Corrêa; Sergio Cunha Mendes, vice-presidente da construtora Mendes Junior.

Já Eduardo Leite, vice-presidente da Camargo Côrrea, segundo a PF, já é considerado foragido. Entre as pessoas que tiveram mandado de condução coercitiva está Marice Corrêa Lima, irmã do Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ela foi levada à PF para prestar esclarecimento.

De acordo com a PF, quem ainda não foi localizado está automaticamente impedido de deixar o país. Haverá, inclusive, controle de passaporte em aeroportos.

Os agentes procuram por Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como lobista do PMDB junto a empreiteiras. Ele ainda não foi localizado e a ordem de prisão temporária contra ainda está em aberto.

Os alvos dessa nova operação são executivos de empreiteiras ligadas ao esquema de fraudes e também pessoas que estariam envolvidas em transporte de dinheiro para doleiros. Na coletiva realizada em Curitiba, o procurador Carlos Fernando afirmou que hoje é um "dia republicano" porque mostra que os alvos da operação Lava-Jato não têm rosto e que independente do posto que ocupam, havendo provas, estão sendo responsabilizados. A declaração é uma referência à prisão de ocupantes de cargo de direção de empreiteiras envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras.

A PF explicou por que as contas da empreiteiras investigadas não foram bloqueadas nessa nova ação.

- Houve preocupação de não prejudicar o funcionamento normal das empresas. Se houvesse bloqueio poderia gerar problemas financeiros - disse o delegado da PF Igor Romário de Paula.

- Hoje é um dia republicano. Não há rosto nem bolso - destacou o procurador Carlos Fernando, sobre a prisão de dirigentes de empreiteiras.

Até as 10 horas, haviam sido cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 14 de prisão temporária, seis ações coercitivas e todos os mandados de busca já foram cumpridos. A primeira fase da Lava-Jato se concentrou na ação dos doleiros, o desvio de recursos e a lavagem do dinheiro. Nesta nova fase, o foco serão as empresas que pagaram propina. Segundo a PF, existem "provas robustas" contra elas.

Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assim como ele, também o então diretor de Serviços Renato Duque recebia propinas do esquema de corrupção montado na empresa e foi colocado na diretoria pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Só um dos supostos cúmplices de Renato Duque recebeu 100 milhões de dólares. Esta é a sétima fase da operação que investiga a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 10 bilhões em um esquema de propina envolvendo contratos e negócios da Petrobras. Renato Duque foi mencionado ter participado do esquema pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa preso pela PF desde março último. Em documento da própria Petrobras apontava que a diretoria de Renato Duque foi responsável pelas 12 licitações das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

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