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A assistência médica do IPAM – só eles não veem os caos - Por Valdemir Caldas

A assistência médica do IPAM – só eles não veem os caos - Por Valdemir Caldas

DA REDAÇÃO

13 de Junho de 2017 às 08:48

A assistência médica do IPAM – só eles não veem os caos - Por Valdemir Caldas

FOTO: (Divulgação)

Pode uma instituição do porte do IPAM, com milhões de reais em caixa ser chamado de paciente terminal? Do ponto de vista da previdência, a afirmação é injusta. Do Ponto de vista da assistência médica, porém, a assertiva encaixa-se como uma luva.

O quadro financeiro da assistência médica não é dos mais alvissareiros. A preocupação de segurados e dependentes é de que o paciente acabe novamente na UTI, à semelhança do que aconteceu em administração passada, quando o Instituto fechou suas portas, durante três meses, deixando muita gente na rua da amargura.

O atendimento médico-hospitalar vai de mal a pior. A cada dia aumenta a fila de descredenciados. São profissionais das mais variadas áreas, insatisfeitos com IPAM. Desde janeiro deste ano, o atendimento de óculos está suspenso. Muita gente foi ao oftalmologista, mas continua enxergando mal por falta de óculos.

Do discurso inicial à prática, criou-se um fosso abissal de dúvidas e temeridades, principalmente entre segurados. Apesar de o prefeito está no cargo a menos de seis meses, experimenta-se uma sensação de final de governo. O novo Coordenador da Assistência Médica revelou-se bem-intencionado, mas parece que tem uma cabeça de burro enterrado no Ipam, que impedem as coisas de fluir com naturalidade.

O segurado, por sua vez, está cansado e já manifesta a sua impaciência diante de tanto amadorismo, como se o Ipam fosse um laboratório de experimentações. Quem chega sempre tem uma porção mágica, um método diferente, um coelho na cartola, mas nunca consegue tirá-lo de dentro.

No fundo, há muita encenação e pouca ação. Fala-se muito em público e nos ambientes refrigerados, o que se não repete na prática. A dissonância é generalizada. E isso, além de preocupante, é desalentador. Hoje, o segurado do Ipam tem que programar dia que vai adoecer.

Aos poucos, um dos maiores patrimônios do servidor público municipal, deixado pelo então prefeito Chiquilito Erse, vai-se esvaindo. Em vez de respostas e ações concretas que contribuam de alguma maneira para ajudar a resolver os problemas, há quem prefira lançar mão da velha cantilena demagógica. Pelo visto, só eles não veem o caos.

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