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Previsões óbvias da bola de cristal e a frase do ano sobre o caixa 2 na eleição

Por Sérgio Pires

DA REDAÇÃO

27 de Dezembro de 2017 às 08:42

Previsões óbvias da bola de cristal e a frase do ano sobre o caixa 2 na eleição

FOTO: (Divulgação)

 Tem coisas imprevisíveis, principalmente na política. Mas essas aí, a seguir, são óbvias e não precisa ser vidente e nem usar bola de cristal, para ter certeza de que se tornarão realidade. São eventos que certamente acontecerão em  2018:

- Confúcio Moura será mesmo candidato ao Senado. Vai se desincompatibilizar em março.  Daniel Pereira assumirá o Governo e ele, Confúcio, sai para brigar por uma das duas vagas ao Senado.

- Maurão de Carvalho será mesmo o candidato ao PMDB ao Governo. Pode vir para a disputa comandando um Frentão de partidos, porque as costuras já começaram há muito tempo. 

- Ivo Cassol disputará o Governo, mesmo que sub judice. Tentará, de todas as formas, ter o aval do TSE para entrar na corrida pelo Palácio Rio Madeira/CPA, mas se não o conseguir em tempo hábil, vai para a luta assim mesmo.

- Valdir Raupp  concorre novamente ao Senado, mesmo que Confúcio decida ser o segundo nome e seu concorrente direto. Os dois vão se preparar para enfrentar o líder das pesquisas até agora, o tucano Expedito Júnior, que só entrará na corrida pelo Governo, caso Ivo Cassol não concorra.

- O prefeito Hildon Chaves, que foi  lembrado várias vezes até como um possível candidato ao Governo, vai ficar onde está. Não cogita e nem quer que seu nome seja citado em eventuais pleitos políticos, para 2018. Disputa nas urnas, para ele, só para um futuro mais distante...

- Todos os oito deputados federais de Rondônia vão disputar a reeleição: Nilton Capixaba, Marinha Raupp, Mariana Carvalho, Expedito Neto, Lúcio Mosquini, Luiz Cláudio da Agricultura, Marcos Rogério e Lindomar Garçon.

- Dos atuais prefeitos, só Jesualdo Pires, de Ji-Paraná,  teria alguma chance numa disputa ao Senado ou à Câmara Federal. Ele ainda não decidiu sobre sua participação na corrida das urnas em 18.

- Hermínio Coelho vai disputar uma vaga à Câmara Federal e seu principal tema de campanha será bater de frente com o governo Confúcio Moura, contra quem vai apresentar pelo menos uma dúzia de denúncias que ele, Hermínio, considera graves. A bola de cristal não sabe ainda como isso será recebido pelo eleitorado.

- O Caixa 2 vai continuar existindo nas campanhas políticas, mesmo com todos os controles e  leis criadas contra ele. A frase do empresário condenado Marcelo Odebrecht vai ser verdadeira mais uma vez: “Não existe ninguém no Brasil eleito sem caixa 2."

DO ZERO AOS 14 MILHÕES

Quase 14 milhões e 100 mil cabeças de gado. Isso mesmo! Em menos de 50 anos, o rebanho de Rondônia saltou de praticamente zero, para se tornar o sexto maior em todo o país. Parece inacreditável, mas não é. E mesmo com esse salto todo (mais de 1 milhão de cabeças a mais em menos de cinco anos), não foi necessário desmatar nenhuma nova área, para abrigar tanto gado.

Do total de cabeças que temos, quase 74 por cento são de animais para corte, ou seja, que fornecem uma carne considerada entre as de maior qualidade em todo o mundo. Porto Velho (parece mentira, mas não é!), tem o maior rebanho do Estado, com quase 971 mil cabeças. Os outros maiores produtores: Nova Mamoré (651.606 cabeças); Jaru (543.002); Buritis (502.115);  Ariquemes (477.899);  Cacoal (463.671); Campo Novo (433.369); Ji-Paraná (432.660); Alta Floresta do Oeste (408.908) e Cacoal (408.904).

É esse o setor que nos permitiu o maior salto no agronegócio em todo o país. O setor, como um todo, impulsionou nossa economia para cima, nos permitindo, aos rondonienses, um crescimento que pode superar os 3 por cento, enquanto o resto do país crescerá quase nada. É a pecuária, a produção de carne e a de leite que nos colocam em destaque nas questões do agronegócio, embora outros produtos também estejam crescendo muito.

OLHOS NO PRESENTE E NO VOTO

Recesso na política, ao menos aparentemente. A Assembleia Legislativa só volta dia 8 de janeiro. Governo e Prefeituras andam com o freio de mão puxadas, tocando apenas os serviços essenciais e fazendo atendimentos comuns em órgãos onde o público mais procura, mas no mais, se preparando apenas para o novo feriadão que vem aí, o de Ano Novo, que em Rondônia se somará à terça-feira, dia 2, quando será comemorado o Dia da Criação do Estado, antecipado do dia 4. Ou seja, muitas atividades param na sexta (os bancos já atendem só até a quinta, dia 28) e retornam apenas na próxima quarta, quando teremos apenas três dias de trabalho normal, antes do final de semana.

Os políticos, contudo, principalmente os que serão candidatos em 2018, não param, é claro. Todos, sem exceção, inundaram as caixas de postagens de eleitores, incluindo 100 por cento de seus amigos do watts app, com mensagens natalinas. Vão repetir o mesmo para o Ano Novo. Isso dá voto? Não se sabe, mas que todos gostam de serem lembrados nestas datas festivas, gostam sim. Reuniões, visitas, presentes aos mais próximos, agrados e muitas promessas fazem parte do cardápio dos “candidatáveis”. Eles têm um olho nas festas e outro no voto.

NA CAPITAL DE RORAIMA

Dois rolos quase atrapalharam o show da cantora sertaneja Naiara Azevedo, que virá fazer o show da virada de ano em Porto Velho. Primeiro, cercada de semianalfabetos, ela distribuiu um cartaz produzido por sua assessoria anunciando que dia 31 para 1} de janeiro cantaria em Porto Velho, Capital de Roraima.

O pau cantou nas redes sociais, embora tal burrice seja comum até na mídia nacional, onde até  jornalistas da poderosa Globo também já cometeram esse erros grosseiro. Num segundo momento, ainda não se sabe por que causas, o pagamento do show, que deveria ser feito pelo Ministério da Cultura, foi cancelado. Correria geral, até que tudo foi resolvido e o show, felizmente, para quem gosta deste tipo de música, está confirmado. A festa será no encontro das avenidas Sete de Setembro e Farquar, na virada de 2017 para 2018 e pretende ser uma das maiores festas de Ano Novo que a Capital já viveu. Esperemos, pois, que isso seja verdade.

LOCK OUT DE COMIDA

A segunda de Natal marcou um verdadeiro lock out em Porto Velho. Isso mesmo. No feriado, praticamente todos os grandes supermercados fecharam suas portas, sem qualquer aviso ao consumidor, assim como quase 95 por cento de todas as padarias. Ou seja, quem não se preveniu no domingo, véspera de Natal, correu o risco de passar fome na segunda. Com raras exceções, não havia onde comprar alimentos comuns, carnes e nem pão.

Os grandes mercados, que sempre abrem pelo menos algumas horas em feriadões, dessa vez fecharam completamente suas portas. Quase nenhum restaurante aberto. Porto velhense andou vários quilômetros pela cidade, sem encontrar qualquer porta aberta, para comprar alimentos. Conseguiu se abastecer com ambulantes e em fruteiras, localizadas em pontos distantes da área central.

 O correto não seria avisar o consumidor sobre esse lock out? Claro que seria. Mas o desrespeito ao cliente, infelizmente, ainda é notório no comércio da maior cidade do Estado. Deviam fazer como os bancos, que também terão lock out (menos para os caixas eletrônicos), fechando suas portas nesta quinta e as abrindo apenas na primeira quarta de 2018, ou seja, no dia 3 de janeiro.

DINHEIRO VIVO CONTROLADO

Por falar em bancos, é bom aqueles acostumados em retirar grandes quantias dos bancos, observarem as novas regras. A  partir desta quarta, quem precisar sacar na boca do caixa 50 mil reais ou mais, em espécie,  tem que avisar o banco três dias úteis antes, segundo resolução do Banco Central. Até agora,  a comunicação era feita com apenas um dia útil de antecedência e se o valor fosse de 100 mil reais para cima.

Os correntistas também terão de informar mais dados aos bancos, como o motivo da transação. A nova regra prevê ainda que as instituições financeiras também devem informar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) as comunicações prévias aos saques e as transações em espécie de valor igual a superior a 50 mil.

A Receita Federal, aliás, vai intensificar suas fiscalização e os órgãos de controle vão querer ser informados do porquê de saques em dinheiro, em valores expressivos. Vai ficar mais complicado andar com dinheiro vivo em grandes quantias, por aí...

SEM ZONA AZUL, SEM VENDAS...

O comércio de Porto Velho, que encerrou o ano comemorando também algum crescimento, contrariando algumas regiões do país, está se preparando para 2018 com muitos eventos importantes, segundo anuncia a presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a empresária Joana Joanora. Ele diz que o consumidor está mais exigente, que pesquisa cada vez mais não só preço, mas também a qualidade do produto que quer comprar e, ainda, vai atrás de promoções em eventos especiais.

Por isso, anuncia, o Domingão especial de compras, que a entidade promove com vários parceiros, será repetido com novas ideias e propostas, no ano que vem, nos três principais centros comerciais da cidade: zona leste, Jatuarana e centro da Capital. A maior dificuldade, principalmente no centro, mas que já se sente também na Jatuanara, é relacionada com a falta de estacionamento.

Sem a Zona Azul, com o estacionamento rotativo, todos os planos das entidades do comércio para incrementar suas vendas no ano que vem, continuarão patinando na absurda falta de locais para que o cliente deixe seu carro. Projeto nesse sentido, que estava andando na Prefeitura, já foi paralisado novamente. Até quando, vamos continuar vivendo neste incrível atraso?

PESQUISA NA NINHO DA SERPENTE

Me engana que eu gosto! A esquerdizante Folha de Sção Paulo publicou pesquisa, feita por ela mesma, nesta semana, a unciando que sete em dez brasileiros são contra a estatização de empresas públicas. Qualquer cidadão ou cidadã com um mínimo de conhecimento; com um senso crítico mesmo que minúsculo; com algum conhecimento de causa, sabe muito bem que essa mentira engendrada só interessa a quem defende a ideologia do Estado gordo, recheado de cargos para a “cumpanheirada”; com seus cofres voltados para projetos de grupos que querem se apoderar do país, para tê-lo sob seu controle e dos seus parceiros.

Onde foi feita a pesquisa? Certamente em redutos daqueles que vivem sob as asas do poder público; do funcionalismo com seus gordos salários e compondo uma casta especial de brasileiros, porque não importa a crise, sempre estarão com seus direitos plenamente garantidos, ao contrário dos trabalhadores em empresas provadas, que, nas crises, perdem tudo, principalmente seus empregos.  Manter empresas deficitárias e com obesidade mórbida, pagando até 70 por cento do que faturam em salários, é o melhor para o País? Du-vi-de-o-dó, diria qualquer pessoa de bom senso. Mas aos interesses que servem a Folha e suas pesquisas, certamente, não são os maiores interesses do Brasil.

PERGUNTINHA

Você acha que o fechamento dos bancos  em Rondônia, por cinco dias, incluindo o final de semana, não vai prejudicar em nada a vida dos clientes, neste feriadão de início de ano?

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