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Aprovada compensação maior para município impactado por hidrelétrica

Atualmente, 21 estados e cerca de 700 cidades recebem essa compensação na área hídrica.

AGENCIA BRASIL

12 de Abril de 2018 às 10:54

Aprovada compensação maior para município impactado por hidrelétrica

FOTO: (Ilustrativa)

O plenário do Senado aprovou ontem (11) o projeto que amplia a compensação financeiras dos municípios onde são construidas usinas hidrelétricas. Originária da Câmara, a proposta foi aprovada por 43 votos favoráveis, uma abstenção e nenhum voto contrário e segue agora para sanção presidencial.

 

De acordo com o texto, a compensação recebida pelos estados para a utilização dos recursos hídricos cairá de 45% para 25%. Já o retorno financeiro para as cidades vai aumentar, com a nova lei, de 45% para 65%. Os 10% restantes continuam sendo devidos à União. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2009 e, para fazer as modificações, altera os percentuais da chamada Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos.

 

A principal justificativa da proposta trata dos impactos sociais gerados aos municípios onde são construídas hidrelétricas, como queda no emprego e na produtividade ocasionada pelo alagamento de certas áreas destinadas aos reservatórios das usinas.

 

Ao relatar o texto no plenário, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) lembrou as consultas feitas nos últimos anos, na Câmara e no Senado, às prefeituras e câmaras de vereadores de diversos municípios, que se manifestaram favoravelmente à matéria. Atualmente, 21 estados e cerca de 700 cidades recebem essa compensação na área hídrica.

 

"Consideramos que os municípios são os entes federativos que mais sofrem com os impactos das hidrelétricas e que, não obstante, têm menos alternativas econômicas para contornar os prejuízos e fazer frente às enormes pressões sociais. Por outro lado, os estados não serão tão prejudicados, uma vez que dispõem de muitas outras formas de geração de renda e arrecadação", escreveu o senador Cidinho Santos ao relatar o projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

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