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ELEIÇÕES 2018: Com medo de traição, Ivo projeta Jaqueline Cassol ao Governo

Parece que a "relação de amor" entre o Senador Ivo Cassol (PP) e Expedito Junior (PSDB), azedou de novo.

RONDONOTICIAS

22 de Junho de 2018 às 16:02

A reaproximação repentina com troca de "elogios" feitos durante esta pré-campanha entre o Senador Ivo Cassol (PP) e Expedito Junior (PSDB), parecia que tinha colocado um ponto final na discussão e nas acusações mútuas em que se engalfinham há mais de 12 anos, desde que Expedito teve seu mandato de senador cassado pela justiça por compra de votos, num esquema que teria envolvido também a eleição do ex-governador e quase lhe custou o mandato. 

 

Ao contrário do que todos imaginavam que depois da confirmação da condenação e a conseqüente inelegibilidade de Ivo, o candidato natural do grupo reunido seria Expedito Junior, mas informações recebidas pelo Rondonotícias dão conta de que o nome a ser guindado para a disputa do governo por parte de Cassol poderá ser mesmo o de sua irmã, Jaqueline, em quem o senador confia de "pés juntos".

 

Ivo Cassol parece nunca ter conseguido digerir o que considerou uma traição política por parte de Expedito Junior e, com medo de uma nova rasteira no cumprimento de possíveis acordos políticos, teria declarado aos amigos mais próximos que a sua candidata ao governo, no "frigir dos ovos", será mesmo a sua irmã Jaqueline Cassol, pois não confia na palavra de Expedito, uma vez que no passado já lhe faltou.

 

Além do xerife tucano estar entalado na garganta do senador licenciado, Ivo Cassol também não conversa com o deputado federal Expedito Neto (PSD), filho de Expedito, a quem teria chamado no passado, de galinha choca durante um evento em que se encontraram.

 

Cassol sempre afirmou que não confia na competência administrativa de Expedito Junior, conforme afirma no vídeo no final da matéria. Como esperava não ter seu processo julgado antes da eleição de outubro, teria se aproximado do tucano buscando levar o PSDB para a sua candidatura ao Palácio Rio Madeira, indicando Junior para o Senado. Como os planos não deram certo, o ex-governador parece ter recordado das desavenças com o antigo amigo e já anda convencendo apoiadores em torno do nome de Jaqueline.

 

Nesse estica-e-puxa entre Expedito e Cassol, quem sai perdendo é o PSDB, cuja presidente regional a deputada federal Mariana Carvalho tem se deixado atropelar pelo senador cassado, que teria comprado e vendido apoios em nome do partido, sem consultar a direção da agremiação partidária.

 

A presença de Mariana, em disputar as eleições na postulação da majoritária do partido, tem sido muito cobrada pelos tucanos de Rondônia em virtude de sua inércia no comando do PSDB nesta caminhada que já se apressa rumo ao pleito de outubro próximo.

 

Como é de conhecimento público, o PSDB tem ido a reboque das intenções de Expedito Junior e sua turma, que tanto na capital quanto no interior, afirma que a presença da deputada no comando da sigla é só para preencher espaço, mas Junior é quem ordena e manda cumprir as ações do PSDB no estado, pelo fato de ter a maioria de convencionais.

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