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PRONUNCIAMENTO: Confúcio Moura defende posicionamento do Senado em relação a educação

O parlamentar destaca a desigualdade, e pede que o Senado compreenda o contexto histórico para mudar o atual cenário da educação

ASSESSORIA

10 de Julho de 2019 às 17:40

PRONUNCIAMENTO: Confúcio Moura defende posicionamento do Senado em relação a educação

FOTO: (Assessoria)

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) apresentou, na segunda-feira (8), análise histórica da educação pós-ditadura militar, e disse que o Senado Federal tem que tomar as providências necessárias para resolver a situação da educação brasileira.

 

O parlamentar descreveu a história da educação, no momento em que o Brasil se aproxima dos 200 anos de independência. Segundo ele, olhando para o passado, pode-se constatar que há certos elementos que impedem o Brasil, a despeito de todas as suas potencialidades, dar os passos decisivos para se incluir no rol das nações desenvolvidas.

 

“Lamentavelmente, a história mostra um perturbador traço de continuidade em relação à educação, durante todos estes anos como nação independente. A continuidade é: a exclusão e a profunda e permanente desigualdade”, declarou Confúcio.

 

 De acordo com o parlamentar, de um lado, algumas pequenas ilhas de qualidade, comparáveis ao melhor que se pode encontrar em países desenvolvidos. De outro lado, imensos oceanos, em que a maioria da população não tem acesso ou encontra numa escola de nível abaixo do desejado.

 

A história educacional brasileira pode muito bem ser caracterizada como uma escola para poucos ou, então, uma escola de qualidade para menos gente ainda”, criticou o senador. Confúcio citou um trecho do artigo publicado no site da revista do psiquiatra Daniel Barros, que diz existir crise no Brasil [que é] estrutural, histórica e limita o nosso potencial [e] a crise da aprendizagem. Porém, é parar de falar em educação de forma genérica e ir para os pontos que mais importam.

 

Durante o seu pronunciamento, o senador citou também uma matéria da revista Exame, sobre o índice global de status dos professores. No país, segundo o levantamento, a percepção é de falta de respeito dos alunos, salários insuficientes e de uma carreira insegura para os jovens. Entre os 35 países pesquisados, o Brasil é o que menos prestigia o professor no mundo.

 

E o que podemos, caros senadores e senadoras, povo brasileiro, fazer para o futuro? Aí está a grande indagação sobre o que nós vamos começar a trabalhar de agora para frente. Fizemos a história. Vimos tudo como foi, como funcionou. Agora é a prática. O que nós vamos fazer de agora em diante”, finalizou o discurso.

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